{"id":26654,"date":"2026-01-21T08:08:54","date_gmt":"2026-01-21T12:08:54","guid":{"rendered":"https:\/\/belacereais.com.br\/2026\/centro-oeste\/mato-grosso-bate-recordes-e-projeta-novo-salto-na-pecuaria-de-corte-em-2026\/"},"modified":"2026-01-21T08:08:54","modified_gmt":"2026-01-21T12:08:54","slug":"mato-grosso-bate-recordes-e-projeta-novo-salto-na-pecuaria-de-corte-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/2026\/centro-oeste\/mato-grosso-bate-recordes-e-projeta-novo-salto-na-pecuaria-de-corte-em-2026\/","title":{"rendered":"Mato Grosso bate recordes e projeta novo salto na pecu\u00e1ria de corte em 2026"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div id=\"mvp-content-main\" class=\"left relative\">\n<p class=\"western\">O Mato Grosso reafirmou em 2025 sua posi\u00e7\u00e3o como maior pot\u00eancia pecu\u00e1ria do pa\u00eds, respondendo sozinho por 18,5% de todo o Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o (VBP) de bovinos do Brasil. Segundo dados parciais do painel nacional do VBP, divulgado em 21 de novembro pelo Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa), o estado movimentou R$ 37,96 bilh\u00f5es com a cadeia bovina, se mantendo como o produtor individual mais relevante entre todas as unidades federativas.<\/p>\n<p class=\"western\">No cen\u00e1rio nacional, o VBP dos bovinos somou R$ 205,38 bilh\u00f5es, consolidando a atividade como uma das mais robustas da agropecu\u00e1ria brasileira. No ranking dos quatro principais produtores figuram ainda S\u00e3o Paulo (R$ 24,82 bilh\u00f5es), Mato Grosso do Sul (R$ 20,49 bilh\u00f5es) e Goi\u00e1s (R$ 20,44 bilh\u00f5es). Por sua vez, o VBP total do estado alcan\u00e7a R$ 220,43 bilh\u00f5es, e a atividade bovina representa 15,6%, compondo parcela significativa da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria local, ao lado de culturas como soja e milho, que lideram o ranking estadual.<\/p>\n<div id=\"attachment_201528\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-201528\" data-attachment-id=\"201528\" data-permalink=\"https:\/\/opresenterural.com.br\/mato-grosso-bate-recordes-e-projeta-novo-salto-na-pecuaria-de-corte-em-2026\/acrimat-oswaldo\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Acrimat-Oswaldo.jpg?fit=1019%2C633&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1019,633\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Acrimat Oswaldo\" data-image-description data-image-caption data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Acrimat-Oswaldo.jpg?fit=300%2C186&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Acrimat-Oswaldo.jpg?fit=740%2C460&amp;ssl=1\" class=\"wp-image-201528 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Acrimat-Oswaldo.jpg?resize=300%2C186&amp;ssl=1\" alt width=\"300\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Acrimat-Oswaldo.jpg?resize=300%2C186&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Acrimat-Oswaldo.jpg?resize=768%2C477&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Acrimat-Oswaldo.jpg?resize=600%2C373&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Acrimat-Oswaldo.jpg?w=1019&amp;ssl=1 1019w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\"><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-201528\" class=\"wp-caption-text\">Presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro Jr.: \u201cO maior risco que estamos enfrentando nos \u00faltimos anos s\u00e3o as press\u00f5es ambientais de outros pa\u00edses. Precisam do nosso produto, mas querem negociar com um pre\u00e7o mais barato, colocando barreiras ambientais que eles n\u00e3o fazem, mas nos cobram\u201d<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"western\">Em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro Jr., detalhou os avan\u00e7os, os desafios e a vis\u00e3o estrat\u00e9gica do setor para 2026. \u201cO ano de 2025 foi marcado por recordes de produ\u00e7\u00e3o, abates e exporta\u00e7\u00e3o, fortalecendo a posi\u00e7\u00e3o de Mato Grosso como o principal fornecedor de carne bovina do Brasil para o mercado interno e para mais de 80 na\u00e7\u00f5es\u201d, frisa.<\/p>\n<p class=\"western\">O estado encerrou 2025 com cerca de 7,2 milh\u00f5es de animais abatidos, n\u00famero nunca antes registrado. Ribeiro Jr. explica que o resultado foi impulsionado tanto pelo bom desempenho dos sistemas a pasto quanto pela intensifica\u00e7\u00e3o dos modelos de termina\u00e7\u00e3o. \u201cAumentamos em cerca de 4% a \u00e1rea de confinamento\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"western\">Ele ressalta que o movimento coincidiu com um per\u00edodo de forte demanda internacional. \u201cA exporta\u00e7\u00e3o seguiu em alta, com abertura de novos mercados. O Sudeste asi\u00e1tico se tornou um destino em expans\u00e3o impressionante. Al\u00e9m disso, tivemos a retomada do mercado norte-americano e o crescimento significativo das compras do M\u00e9xico\u201d, ressalta.<\/p>\n<p class=\"western\"><b>Padroniza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p class=\"western\">O avan\u00e7o das \u00e1reas de confinamento refor\u00e7a a busca por maior efici\u00eancia e previsibilidade na cadeia produtiva. Para Ribeiro Jr., os ganhos s\u00e3o relevantes, mas o processo ainda est\u00e1 longe de substituir totalmente a pecu\u00e1ria a pasto. \u201cOs frigor\u00edficos atendem diversos mercados e consequentemente diversos tipos de demandas. Uns querem carne sem gordura, outros querem desossada, gerando dificuldades no abate\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"western\">Segundo ele, esse cen\u00e1rio exige regularidade e previsibilidade. \u201cOs frigor\u00edficos precisam padronizar o rendimento de carca\u00e7a, precocidade, volume e frequ\u00eancia, e os confinamentos procuram suprir essa necessidade. Por\u00e9m a demanda \u00e9 grande e o confinamento \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o boa para padronizar, mas ainda n\u00e3o \u00e9 definitiva. O frigor\u00edfico ainda depende do boi a pasto\u201d, pondera.<\/p>\n<p class=\"western\"><b>Mercados internacionais em expans\u00e3o <\/b><\/p>\n<p class=\"western\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"201527\" data-permalink=\"https:\/\/opresenterural.com.br\/mato-grosso-bate-recordes-e-projeta-novo-salto-na-pecuaria-de-corte-em-2026\/shutterstock_374261734\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_374261734.jpg?fit=1400%2C933&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1400,933\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"shutterstock_374261734\" data-image-description data-image-caption data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_374261734.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_374261734.jpg?fit=740%2C493&amp;ssl=1\" class=\"size-medium wp-image-201527 alignright\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_374261734.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1\" alt width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_374261734.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_374261734.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_374261734.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_374261734.jpg?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_374261734.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\">O presidente da Acrimat tamb\u00e9m projeta um ambiente favor\u00e1vel \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es no pr\u00f3ximo ano. A carne mato-grossense deve continuar ocupando espa\u00e7o em mercados de alto consumo e em na\u00e7\u00f5es que v\u00eam ampliando as compras nos \u00faltimos meses. \u201cAcredito que o mercado americano ainda seja um mercado que vai demandar muito a nossa carne, pela necessidade hist\u00f3rica que eles t\u00eam pelos nossos produtos\u201d, avalia.<\/p>\n<p class=\"western\">Ele destaca que surpresas positivas vieram de mercados que n\u00e3o figuravam entre os principais destinos do estado. \u201cA surpresa boa \u00e9 como M\u00e9xico e R\u00fassia v\u00eam comprando muito a nossa carne, al\u00e9m do Sudeste Asi\u00e1tico \u2013 Indon\u00e9sia, Filipinas, Singapura e Vietn\u00e3 \u2013 que se mostram em franca ascens\u00e3o e devem continuar desta forma em 2026\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"western\"><b>Oscila\u00e7\u00f5es do mercado<\/b><\/p>\n<p class=\"western\">Para o dirigente, o maior desafio do produtor em 2025 e tamb\u00e9m em 2026 \u00e9 garantir remunera\u00e7\u00e3o adequada. \u201cO maior desafio de hoje \u00e9 ser mais bem remunerado pelo que se produz. Somos muito vulner\u00e1veis pelas oscila\u00e7\u00f5es de mercado, guerras e governos, sempre com retrocessos destes pre\u00e7os\u201d, menciona.<\/p>\n<p class=\"western\">Ribeiro Jr. lembra que, no passado, a volatilidade do mercado era compensada em determinados per\u00edodos, mas essa din\u00e2mica mudou. \u201cAlguns anos atr\u00e1s o pecuarista tinha a recupera\u00e7\u00e3o desses pre\u00e7os. Hoje essa oscila\u00e7\u00e3o positiva est\u00e1 cada vez mais escassa, tirando muita gente do jogo. Hoje n\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para amadores, principalmente na termina\u00e7\u00e3o\u201d, alerta, recomendando que o produtor fa\u00e7a suas contas bem-feitas para se manter no setor.<\/p>\n<p class=\"western\"><b>Processo de adapta\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p class=\"western\">Com a press\u00e3o global por sustentabilidade e rastreabilidade, a pecu\u00e1ria mato-grossense passa por um processo de adapta\u00e7\u00e3o. Ribeiro Jr. reconhece que o setor enfrenta um caminho inevit\u00e1vel. \u201cTemos plena consci\u00eancia de que a rastreabilidade \u00e9 um caminho sem volta. Mas gostar\u00edamos que fosse gradativa e n\u00e3o obrigat\u00f3ria\u201d, defende.<\/p>\n<p class=\"western\">A maior preocupa\u00e7\u00e3o recai sobre os pequenos e m\u00e9dios produtores. \u201cSe houver essa obrigatoriedade, que ao menos seja acess\u00edvel para quem n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de investir em sustentabilidade e rastreabilidade, j\u00e1 que esses processos encarecem a produ\u00e7\u00e3o e os pre\u00e7os n\u00e3o ser\u00e3o compat\u00edveis com os novos custos\u201d, salienta, afirmando que a Acrimat acompanha de perto as discuss\u00f5es: \u201cEstamos trabalhando junto \u00e0 C\u00e2mara Setorial e ao Mapa nesse projeto de rastreabilidade, e acreditamos que ele deve ser opcional\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\"><b>Gargalos persistem<\/b><\/p>\n<p class=\"western\"><img loading=\"lazy\" data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"201529\" data-permalink=\"https:\/\/opresenterural.com.br\/mato-grosso-bate-recordes-e-projeta-novo-salto-na-pecuaria-de-corte-em-2026\/shutterstock_240603820-9\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_240603820.jpg?fit=1400%2C1050&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1400,1050\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"shutterstock_240603820\" data-image-description data-image-caption data-medium-file =\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_240603820.jpg?fit=300%2C225&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_240603820.jpg?fit=740%2C555&amp;ssl=1\" class=\"size-medium wp-image-201529 alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_240603820.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1\" alt width =\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_240603820.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_240603820.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_240603820.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_240603820.jpg?resize=600%2C450&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_240603820.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\">Apesar dos avan\u00e7os, o estado enfrenta entraves estruturais que limitam seu potencial. O presidente da Acrimat destaca especialmente a log\u00edstica. \u201cTemos v\u00e1rios gargalos ainda, principalmente em Mato Grosso, que tem uma extens\u00e3o continental. A maior dificuldade vem da log\u00edstica, onde grandes regi\u00f5es produtoras ainda n\u00e3o t\u00eam frigor\u00edficos\u201d, aponta.<\/p>\n<p class=\"western\">A consequ\u00eancia recai diretamente sobre o bolso do produtor. \u201cOs animais precisam se deslocar de 400 a 500 quil\u00f4metros para chegar ao frigor\u00edfico mais pr\u00f3ximo, perdendo peso e gerando preju\u00edzo\u201d, relata.<\/p>\n<p class=\"western\">Al\u00e9m disso, a dist\u00e2ncia dos portos exportadores encarece o frete. Ribeiro Jr. tamb\u00e9m aponta entraves ambientais e fundi\u00e1rios. \u201cPrecisamos de mais agilidade nas libera\u00e7\u00f5es ambientais, como o CAR (Cadastro Ambiental Rural). N\u00e3o podemos trabalhar com essa inseguran\u00e7a jur\u00eddica, preocupados com invas\u00f5es de terra, desapropria\u00e7\u00f5es e inc\u00eandios que, na maioria das vezes, transformam o produtor em v\u00edtima, mas ainda assim ele \u00e9 quem recebe o \u00f4nus\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"western\"><b>Depend\u00eancia do mercado interno <\/b><\/p>\n<p class=\"western\">Mesmo com o peso das exporta\u00e7\u00f5es, o consumo interno permanece como principal destino da produ\u00e7\u00e3o. \u201cO mercado interno soma 70% da produ\u00e7\u00e3o\u201d, destaca Ribeiro Jr.<\/p>\n<p class=\"western\">No entanto, fortalecer esse mercado \u00e9 um desafio que est\u00e1 diretamente ligado ao desempenho da economia nacional. \u201cComo melhorar o mercado interno sem avan\u00e7ar na melhoria das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas da popula\u00e7\u00e3o? Praticamente n\u00e3o se consegue\u201d, enfatiza, acrescentando: \u201cVivemos em um pa\u00eds com muita distribui\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios sociais e ajudas, o que dificulta o crescimento da economia, n\u00e3o gerando economia nova e nem movimenta\u00e7\u00e3o do dinheiro. Precisamos de ind\u00fastrias, com\u00e9rcios, agricultura e pecu\u00e1ria crescentes, mas temos mercados estagnados\u201d, lamenta.<\/p>\n<p class=\"western\"><b>Pilares da pecu\u00e1ria <\/b><\/p>\n<p class=\"western\">A Acrimat acompanha de perto o avan\u00e7o das tecnologias no campo, e Ribeiro Jr. avalia que o produtor mato-grossense j\u00e1 opera em um patamar elevado de profissionaliza\u00e7\u00e3o. \u201cJ\u00e1 utilizamos bem as ferramentas da pecu\u00e1ria como gen\u00e9tica, nutri\u00e7\u00e3o, sanidade e manejo, sendo bem-feitos da porteira para dentro\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"western\">Ele aponta tr\u00eas pilares essenciais para o futuro: oferta e demanda, tecnologia e rastreabilidade. \u201cJ\u00e1 estamos em discuss\u00e3o sobre este \u00faltimo pilar. Temos um programa do Mapa, elaborado junto aos produtores, que vai estar ativo em oito anos, e \u00e9 isso que vai nos gerar a confian\u00e7a de que a pecu\u00e1ria do futuro ser\u00e1 superior \u00e0 atual\u201d, projeta.<\/p>\n<p class=\"western\"><b>Riscos para 2026<\/b><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"201501\" data-permalink=\"https:\/\/opresenterural.com.br\/pecuaria-catarinense-alcanca-recordes-de-producao-e-exportacoes-em-2025\/herdofnelorecattlegrazinginapastureonthe-11\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/opresenterural.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/shutterstock_2147159747.jpg?fit=1400%2C933&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1400,933\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;Shutterstock&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Herd of Nelore cattle grazing in a pasture on the brazilian ranch&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;Copyright (c) 2022 Alf Ribeiro\\\/Shutterstock.  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Precisam do nosso produto, mas querem negociar com um pre\u00e7o mais barato, colocando barreiras ambientais que eles n\u00e3o fazem, mas nos cobram\u201d, critica.<\/p>\n<p class=\"western\">Ele refor\u00e7a que o Brasil j\u00e1 possui um dos c\u00f3digos ambientais mais r\u00edgidos do mundo. \u201cJ\u00e1 temos um c\u00f3digo ambiental bastante restrito e amplo, em que seguimos \u00e0 risca. N\u00e3o tem por que atender demandas acima do nosso c\u00f3digo ambiental sem poder contar com respaldo do governo\u201d, salienta.<\/p>\n<p class=\"western\">Segundo ele, at\u00e9 mesmo durante a COP 30, o pa\u00eds n\u00e3o conseguiu mostrar plenamente seus avan\u00e7os. \u201cTivemos a oportunidade de mostrar o que fazemos de bom, mas ficamos presos a estas quest\u00f5es ambientais\u201d, lamenta.<\/p>\n<h4 class=\"western\"><b>Vis\u00e3o de futuro<\/b><\/h4>\n<p class=\"western\">Apesar dos desafios, Ribeiro Jr. mant\u00e9m o otimismo em rela\u00e7\u00e3o ao futuro da pecu\u00e1ria mato-grossense. \u201cTemos certeza do sucesso da pecu\u00e1ria no futuro, porque conhecemos a fundo nosso setor, nossos produtores e sabemos que o que fazemos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 extremamente r\u00edgido\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"western\">Ele destaca a efici\u00eancia produtiva como um dos grandes diferenciais do Brasil. \u201cNingu\u00e9m produz t\u00e3o barato e em quantidade t\u00e3o grande como o Brasil. Os produtores aprenderam a produzir mais no mesmo espa\u00e7o, preservando mais \u00e1reas verdes, com sustentabilidade. Os dados de exporta\u00e7\u00e3o mostram que estamos em uma crescente e devemos continuar assim por muitos anos. Temos volume, qualidade e sanidade\u201d, exalta, frisando: \u201cA pecu\u00e1ria do Mato Grosso e de todo o pa\u00eds s\u00f3 tende a crescer, e vamos continuar alimentando o mundo por muitos e muitos anos\u201d.<\/p>\n<p>THE\u00a0<a href=\"https:\/\/www.flip3d.com.br\/pub\/opresenterural\/?numero=270&amp;edicao=5729\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Anu\u00e1rio do Agroneg\u00f3cio<\/a>\u00a0figura n\u00e3o apenas como um retrato do maior VBP da hist\u00f3ria, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agroneg\u00f3cio brasileiro no curto e m\u00e9dio prazo. 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