{"id":28232,"date":"2026-09-16T18:31:57","date_gmt":"2026-09-16T22:31:57","guid":{"rendered":"https:\/\/belacereais.com.br\/2026\/safra\/a-voz-do-mercado-debate-riscos-do-el-nino-para-a-safra-2026-27\/"},"modified":"2026-09-16T18:31:57","modified_gmt":"2026-09-16T22:31:57","slug":"a-voz-do-mercado-debate-riscos-do-el-nino-para-a-safra-2026-27","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/2026\/safra\/a-voz-do-mercado-debate-riscos-do-el-nino-para-a-safra-2026-27\/","title":{"rendered":"Voz do Mercado debates El Ni\u00f1o risks for the 2026\/27 harvest"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.agrolink.com.br\/upload\/imagens-resizes\/52a8c9214d214bb2bad891e06a9adcd9_858x483.jpg\" \/><\/p>\n<div class=\"section-description section-description-noticias mt-3\">\n<p style=\"text-align:justify\">O El Ni\u00f1o j\u00e1 est\u00e1 instalado no Pac\u00edfico e deve ganhar for\u00e7a durante a primavera, aumentando os riscos clim\u00e1ticos para a safra 2026\/27. O cen\u00e1rio foi discutido nesta quarta-feira (16), durante a 33\u00aa edi\u00e7\u00e3o do talk show \u201cA Voz do Mercado\u201d, que reuniu especialistas em meteorologia, intelig\u00eancia de mercado e economia agr\u00edcola para avaliar os poss\u00edveis impactos sobre o agroneg\u00f3cio brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O evento, mediado por Ivan Wedekin e Suelen Farias, teve como tema \u201cO Agro e o El Ni\u00f1o: previs\u00f5es, riscos e estrat\u00e9gias\u201d. Participaram Gabriel Rodrigues, meteorologista do Agrotempo e especialista em Intelig\u00eancia Clim\u00e1tica para o Agro; Yedda Monteiro, especialista em Intelig\u00eancia de Mercado e Commodities Agr\u00edcolas; e Cleiton Gauer, superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (IMEA). A transmiss\u00e3o foi realizada ao vivo pelo canal do Portal Agrolink no YouTube.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=YDHTCDDwrco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Para assistir o programa na \u00edntegra, clique aqui.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo Gabriel Rodrigues, o fen\u00f4meno n\u00e3o est\u00e1 come\u00e7ando agora. O El Ni\u00f1o j\u00e1 est\u00e1 instalado no Pac\u00edfico desde junho, e a atualiza\u00e7\u00e3o do NOAA aponta para mais de 90% de chance de o evento chegar \u00e0 categoria muito forte e cerca de 75% de possibilidade de ser o mais intenso desde 1950. O pico \u00e9 esperado entre outubro e dezembro, per\u00edodo que coincide com o plantio da safra de ver\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Rodrigues aponta quatro principais riscos para o agroneg\u00f3cio: calor acima da m\u00e9dia, irregularidade das chuvas no Centro-Oeste e no Matopiba, excesso de precipita\u00e7\u00e3o no Sul e impactos sobre a log\u00edstica provocados por rios mais baixos no Norte. \u201cMas um ponto \u00e9 essencial: El Ni\u00f1o forte aumenta a probabilidade desses impactos, n\u00e3o garante que eles aconte\u00e7am em cada propriedade. \u00c9 risco a ser gerenciado com informa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Sul, segundo o meteorologista, a tend\u00eancia \u00e9 de chuva acima da m\u00e9dia durante a primavera, com volumes maiores em outubro e novembro. O excesso de precipita\u00e7\u00e3o representa risco imediato para o <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/trigo\/?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">wheat<\/a> em fase de colheita, com possibilidade de gr\u00e3os germinarem na espiga, perda de peso do hectolitro e ocorr\u00eancia de micotoxinas. Para a <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soy<\/a> and the <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/milho?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos%09\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">corn<\/a> de ver\u00e3o, o hist\u00f3rico do fen\u00f4meno costuma favorecer o Rio Grande do Sul, mas exige aten\u00e7\u00e3o \u00e0 drenagem, conserva\u00e7\u00e3o do solo, semeadura em condi\u00e7\u00f5es adequadas e monitoramento de doen\u00e7as. No Centro-Oeste, o sinal mais consistente \u00e9 de temperaturas elevadas e, em locais como Sinop e Marcel\u00e2ndia, redu\u00e7\u00e3o dos dias com chuva efetiva. No Mato Grosso, epis\u00f3dios de El Ni\u00f1o muito fortes, especialmente em 2015\/16, estiveram associados a atrasos no in\u00edcio das chuvas em munic\u00edpios como Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Quer\u00eancia e Campo Novo do Parecis. O estudo citado pelo meteorologista indica ainda que cada semana de atraso na semeadura reduz de cinco a dez dias a janela de chuva. Norte e Nordeste tendem a registrar chuva abaixo da m\u00e9dia e rios mais baixos, enquanto no Sudeste, regi\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o, a irregularidade e o calor podem afetar culturas como <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/cafe\/?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">coffee<\/a>\u00a0e cana.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para Yedda Monteiro, um dos principais pontos de aten\u00e7\u00e3o para a soja est\u00e1 relacionado \u00e0 janela de plantio e, consequentemente, ao espa\u00e7o dispon\u00edvel para a segunda safra. Segundo ela, produtores t\u00eam adotado diferentes refer\u00eancias de umidade antes de iniciar a semeadura. \u201cMuitos dos produtores t\u00eam esperado chegar at\u00e9 pelo menos os 100 mil\u00edmetros de chuva para que eles possam iniciar esses plantios, ou alguns outros, olhando nos 70 a 80 mil\u00edmetros, j\u00e1 t\u00eam iniciado esse plantio. Especialmente ali no Mato Grosso\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com a especialista, a estrat\u00e9gia busca evitar que uma eventual escassez de chuva comprometa a implanta\u00e7\u00e3o da soja e reduza ainda mais a janela para a safrinha. Para a especialista, Paran\u00e1 e Mato Grosso j\u00e1 come\u00e7am a plantar, enquanto grande parte do pa\u00eds deve avan\u00e7ar com a semeadura entre meados e a segunda quinzena de outubro, per\u00edodo em que a ocorr\u00eancia de chuvas ser\u00e1 determinante.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A forma\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da soja tamb\u00e9m exige aten\u00e7\u00e3o, segundo Yedda. \u201cA gente est\u00e1 falando de tr\u00eas componentes que formam esse pre\u00e7o em reais por saco: a gente tem Chicago, que \u00e9 a bolsa refer\u00eancia, a gente tem o d\u00f3lar e a gente tem o pr\u00eamio, que \u00e9 esse desconto que a gente tem trazendo o pre\u00e7o para o interior\u201d, afirma. Ela destaca que fatores externos, como a demanda por petr\u00f3leo e seus reflexos sobre o biodiesel, al\u00e9m dos conflitos internacionais e da din\u00e2mica de compras da China, influenciam o mercado. Para a safra 2026\/27, os pr\u00eamios t\u00eam permanecido mais sustentados, enquanto a possibilidade de uma produ\u00e7\u00e3o brasileira mais apertada e a presen\u00e7a da demanda podem manter os pre\u00e7os firmes. Nesse cen\u00e1rio, a recomenda\u00e7\u00e3o apresentada durante o debate \u00e9 evitar concentrar as vendas e trabalhar com comercializa\u00e7\u00e3o escalonada, aproveitando diferentes momentos de Chicago, d\u00f3lar e pr\u00eamio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Cleiton Gauer afirma que os produtores de Mato Grosso j\u00e1 trabalham com diferentes estrat\u00e9gias para reduzir a exposi\u00e7\u00e3o aos riscos clim\u00e1ticos. Entre elas est\u00e3o a antecipa\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o do plantio dentro da janela dispon\u00edvel, especialmente diante da chamada \u201cchuva de manga\u201d, quando uma \u00e1rea recebe precipita\u00e7\u00f5es enquanto outra, a poucos quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, permanece seca. \u201cQuem foi agraciado acaba adiantando, tentando diluir um pouco desse risco de ser um cen\u00e1rio, uma janela mais extensa de semeadura para que consiga diluir partes desse risco de acidente dentro do sistema produtivo\u201d, explica. Gauer tamb\u00e9m cita o seguro rural como uma alternativa que come\u00e7a a ganhar espa\u00e7o no estado e destaca a busca por culturas alternativas, como gergelim e sorgo, que podem demandar menos \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O superintendente do IMEA tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da diversifica\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias diante da baixa \u00e1rea irrigada no estado. Segundo ele, Mato Grosso possui menos de 2% da \u00e1rea irrigada, o que mant\u00e9m grande parte da produ\u00e7\u00e3o dependente das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. \u201cEnt\u00e3o \u00e9 um processo que realmente Mato Grosso vem construindo ao longo do tempo e tentando trabalhar diversas alternativas para tentar minimizar um pouco desses impactos, sabendo que n\u00f3s temos um risco muito grande, principalmente para cima da safra do estado\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ao avaliar especificamente o milho segunda safra, Gauer considera que o hist\u00f3rico de El Ni\u00f1os intensos exige cautela nas proje\u00e7\u00f5es para Mato Grosso. Segundo ele, os \u00faltimos dois anos foram decepcionantes em produtividade e, diante do cen\u00e1rio clim\u00e1tico projetado, o IMEA n\u00e3o trabalha inicialmente com a possibilidade de recordes. O estado, que atualmente possui cerca de 7,5 milh\u00f5es de hectares de milho, pode sentir impactos relevantes mesmo com pequenas perdas na janela de plantio. Gauer cita 2016 como refer\u00eancia de um ano em que as chuvas terminaram mais cedo e algumas \u00e1reas n\u00e3o chegaram a ser colhidas, com cerca de 10% de abandono. \u201cNas proje\u00e7\u00f5es iniciais e nos modelos que rodamos tentando prever esse impacto, modelando a intensidade do El Ni\u00f1o e seu reflexo na produtividade estadual, estamos trabalhando com uma estimativa de 90% para a safra; um desenho j\u00e1 bastante comedido para tentar prever e projetar o reflexo disso na produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O milho, por outro lado, apresenta um cen\u00e1rio de pre\u00e7os mais favor\u00e1vel, segundo Gauer. A melhora das cota\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos meses e a perspectiva de aumento da \u00e1rea cultivada podem estimular o produtor, principalmente porque a segunda safra contribui para diluir custos e gerar uma nova entrada de receita ao longo do ano. Ainda assim, diante do risco clim\u00e1tico, a avalia\u00e7\u00e3o inicial do IMEA \u00e9 de que a pr\u00f3xima temporada \u201crealmente n\u00e3o ser\u00e1 o melhor ano da hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O cen\u00e1rio apresentado durante o debate refor\u00e7a que o retorno do El Ni\u00f1o n\u00e3o determina sozinho o resultado da safra. O risco varia conforme a regi\u00e3o, a cultura, a \u00e9poca de plantio e a combina\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Diante das incertezas, os participantes do debate refor\u00e7aram a import\u00e2ncia de acompanhar o clima e o mercado durante toda a safra. O comportamento regional das chuvas, as temperaturas, as janelas de plantio e as condi\u00e7\u00f5es de comercializa\u00e7\u00e3o devem integrar o planejamento das propriedades.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A edi\u00e7\u00e3o do talk show contou com apoio do Agrolink e Abisolo.<br \/>\n\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<h6><em>THE <strong>Bela Cereais<\/strong> works with the best grains on the market and also keeps you up to date with the latest news and analyses on agribusiness.<br \/>\nDon&#039;t forget to follow our social networks.<\/em><\/h6>\n<p><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/a-voz-do-mercado-debate-riscos-do-el-nino-para-a-safra-2026-27_518922.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Access News Source <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O El Ni\u00f1o j\u00e1 est\u00e1 instalado no Pac\u00edfico e deve ganhar for\u00e7a durante a primavera,&hellip;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":28233,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[258],"tags":[244,248,255,249,254,250,246,247,256,245,253,252,251],"class_list":["post-28232","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-safra","tag-agrolink","tag-agrotoxicos","tag-artigos-tecnicos","tag-classificados","tag-colunistas","tag-compra","tag-cotacoes","tag-defensivos","tag-eventos","tag-noticias","tag-precos-agricolas","tag-previsao-do-tempo","tag-venda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28232","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28232"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28232\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28233"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28232"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28232"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/belacereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}