Atenta à demanda por ingredientes de maior eficiência nutricional na produção animal, a Rio Pardo Proteína Vegetal reforçou sua estrutura técnica comercial. A empresa, que atua no mercado de concentrados proteicos de soja para nutrição de aves, suínos e peixes, contratou o médico veterinário Bruno Wernick como gerente técnico de vendas. Com mais de 30 anos de experiência no setor, o executivo chega com a missão de ampliar a presença da companhia no mercado e fortalecer o suporte técnico aos clientes, em um momento em que a empresa projeta crescimento de cerca de 15% em 2026, impulsionado pela expansão da base de clientes e pelo aumento da demanda por ingredientes de maior desempenho nutricional.
Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), o executivo chega à companhia com a missão de ampliar a presença da empresa no mercado e fortalecer o suporte técnico ao time comercial. Wernick construiu carreira em empresas globais do setor. Nos últimos 15 anos, atuou na BASF, referência mundial em nutrição animal. Anteriormente, trabalhou na Cargill e na In Vivo Animal Nutrition, proprietária da marca Purina. Ao longo da trajetória, também participou da produção científica do setor, como coautor de mais de 38 artigos técnicos voltados à nutrição de suínos, aves e peixes. O especialista é pós-graduado em Nutrição Animal pela FAISA (Universidade de Santo Ângelo) e conta com MBA em Administração com ênfase em Marketing pela FGV.
Segundo Wernick, um dos desafios do setor é ampliar o entendimento técnico sobre ingredientes estratégicos para a formulação de rações. “A produção animal envolve uma cadeia extensa de profissionais, desde nutricionistas até equipes comerciais, compradores e gestores de fábricas de ração. Muitos desses profissionais lidam com ingredientes altamente técnicos e precisam compreender bem o papel de cada componente na dieta dos animais”, afirma. De acordo com o executivo, disseminar esse conhecimento de forma clara e aplicada pode contribuir para decisões mais eficientes na formulação de rações e no desempenho produtivo. “A ideia é traduzir a ciência de forma prática para quem está no dia a dia da operação. Quanto maior o entendimento sobre os ingredientes utilizados, melhores tendem a ser os resultados em produtividade e eficiência alimentar”, completa.

Osvaldo Neves de Aguiar, diretor da Rio Pardo
Para Osvaldo Neves de Aguiar, diretor da Rio Pardo, a chegada do profissional reforça a estratégia de crescimento da empresa no setor. “Nosso objetivo é aprimorar o domínio técnico da equipe sobre o portfólio da companhia. Isso é fundamental para ampliar nossa presença no mercado e levar soluções cada vez mais eficientes aos clientes”, afirma.
Digestibilidade comprovada
Estudos conduzidos por instituições como Aquadvise (Chile), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Unesp apontam elevados índices de digestibilidade dos concentrados proteicos de soja da Rio Pardo. Nos testes realizados, os produtos apresentaram digestibilidade acima de 98% para salmões, frente a cerca de 90% na média do mercado. Em suínos, o índice chegou a 94,32%, contra aproximadamente 88% em produtos convencionais. Já em frangos e perus, o índice foi de 83,7%, superior aos 79,4% registrados no mercado.
- Unidade industrial da Rio Pardo Proteína Vegetal, em Sidrolândia (MS) (Fotos: Divulgação/Rio Pardo)
Tecnologia patenteada
A tecnologia utilizada pela empresa no processamento do concentrado proteico de soja é patenteada no Brasil, Estados Unidos, União Europeia, Japão, Chile e Canadá. O diferencial está na unificação das etapas do processamento da soja, que tradicionalmente ocorre em fases separadas. No método convencional, o óleo é inicialmente extraído do grão, seguido de aquecimento para remoção de solventes e, posteriormente, de uma segunda etapa para retirada de carboidratos solúveis e fatores antinutricionais, processo que exige nova aplicação de calor. Na Rio Pardo, essas etapas são realizadas em um único processo industrial, reduzindo significativamente o consumo de energia térmica e elétrica, além de aprimorar o refino do ingrediente final.

