
The market of corn segue com negociações pontuais em diferentes regiões do país, marcado pela cautela dos compradores e pela maior seletividade dos produtores. A demanda interna continua relevante para a absorção da oferta, enquanto as exportações brasileiras mostram recuperação gradual em setembro.
Segundo análise da TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul as indicações variam entre R$ 60,00 e R$ 61,98 por saca. O preço médio estadual apurado pela Emater subiu 0,62%, de R$ 61,60 para R$ 61,98. A liquidez permanece limitada, com indústrias focadas na reposição e produtores restringindo novos lotes. Em Cruz Alta, o milho disponível é cotado a R$ 75,00 por saca.
Em Santa Catarina, as referências estão próximas de R$ 60,00 por saca, diante de uma demanda em torno de R$ 55,00. O Estado consome cerca de 8,5 milhões de toneladas por ano e produziu 2,67 milhões na safra 2025/26, gerando déficit próximo de 6 milhões. Parte do abastecimento vem de outras regiões e também do Paraguai.
No Paraná, compradores indicam cerca de R$ 60,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55,00 CIF. Os produtores seguem seletivos, ao mesmo tempo em que a valorização externa ajuda a sustentar as cotações domésticas.
No Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 54,00 e R$ 55,50. A expansão do etanol de milho fortalece a demanda interna, com três usinas em operação e uma quarta em implantação. A capacidade para 2025/26 é estimada em 2,128 bilhões de litros. A produção estadual é projetada em 16,253 milhões de toneladas, alta de 16,7%, enquanto 50% da segunda safra havia sido comercializada até o dia 21.
