
A valorização do real pressionou os preços da soy em diferentes regiões produtoras do Brasil, provocando recuos expressivos nas indicações de compra e reduzindo o interesse dos produtores em negociar. Segundo a TF Agroeconômica, a queda do dólar predominou sobre a leve alta de Chicago, enquanto as condições climáticas passaram a influenciar o ritmo de plantio da nova safra.
No Rio Grande do Sul, Passo Fundo recuou de R$ 152,50 para R$ 147 por saca, Santa Rosa caiu de R$ 153,50 para R$ 148 e Rio Grande passou de R$ 161,50 para R$ 156. As perdas de até R$ 5,50 atingiram as ofertas de compra, mas não provocaram vendas significativas, mantendo o mercado praticamente paralisado.
Em Santa Catarina, a pressão cambial também afastou vendedores, com São Francisco do Sul cotado a R$ 159,50, queda de 0,93%. No Paraná, Cascavel e Paranaguá perderam R$ 6 por saca, chegando a R$ 143 e R$ 154, respectivamente. Além dos preços menores, o excesso de chuva começou a limitar a semeadura. O Inmet prevê acumulados de até 200 milímetros em áreas do Sul nesta semana, dificultando a entrada das máquinas no campo.
Em Mato Grosso do Sul, Dourados registrou queda de R$ 2, para R$ 145 por saca. As chuvas melhoraram as condições de umidade e favoreceram o avanço do plantio, embora a oferta de soja permaneça limitada. Negociações pontuais podem ocorrer pela necessidade de recursos para custear a safra.
Em Mato Grosso, Rondonópolis apresentou recuo de R$ 6, para R$ 141 por saca. O plantio alcançou 10,23% da área, ainda abaixo do ritmo do ciclo anterior. O Imea manteve a projeção da safra 2026/27 em 48,88 milhões de toneladas, com produtividade de 62,44 sacas por hectare. A irregularidade das chuvas segue como preocupação, especialmente para novembro e dezembro.
