
The Brazilian market of soy enfrenta um cenário de preços pressionados, negócios seletivos e avanço irregular do plantio em diferentes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a queda das cotações em Chicago foi parcialmente compensada pela valorização do dólar, enquanto o excesso de umidade restringe as operações no campo.
No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece limitada e os compradores avaliam frete, prazos e retirada antes de fechar negócios. Sem novas atualizações comparáveis, a soja foi indicada a R$ 157 em Rio Grande, R$ 148 em Passo Fundo, R$ 149 em Santa Rosa e R$ 145,50 em Ijuí. As chuvas também dificultam o acesso às lavouras e elevam o risco de compactação do solo.
Em Santa Catarina, a abertura da janela de semeadura na Região I não garante início imediato dos trabalhos. A umidade ainda condiciona a entrada das máquinas. Em São Francisco do Sul, a referência permaneceu em R$ 161, sem nova atualização.
No Paraná, o Deral apontou avanço desigual da semeadura entre 6 e 12 de outubro. A referência anterior era de 36% da área plantada, mas as chuvas reduziram as janelas operacionais. Paranaguá registrou R$ 155,50 e Cascavel, R$ 144,50, ambos sem atualização comparável.
Em Mato Grosso do Sul, a oferta e as condições locais sustentaram diferenças entre praças. Maracaju avançou 0,74%, para R$ 137, enquanto Sidrolândia ficou no mesmo valor, sem mudança. A irregularidade das chuvas também condiciona o plantio.
Já em Mato Grosso, o Imea apontou recuos próximos de 0,3% nas praças monitoradas. Campo Verde marcou R$ 144,15, Lucas do Rio Verde, R$ 137,85, e Rondonópolis, R$ 144,70. Com 33,28% da área semeada em 9 de outubro, os gastos com a implantação crescem e ampliam a importância do caixa nas decisões de venda.
