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Brazil produces more milk with fewer cows; Mato Grosso registers a decrease.

A produção brasileira de leite atingiu 36,68 bilhões de litros em 2025, o maior volume da série histórica, apesar da redução do rebanho de vacas ordenhadas ao menor nível desde 1979. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o avanço foi impulsionado pelo aumento da produtividade por animal, enquanto o Mato Grosso registrou queda na produção e no número de vacas ordenhadas, em um cenário de elevação dos custos e saída de produtores da atividade.

A produção nacional de leite cresceu 2,63% em 2025 na comparação com 2024, alcançando 36,68 bilhões de litros. O resultado representa o maior volume já registrado na série histórica, segundo dados divulgados pelo IBGE. O avanço ocorreu mesmo com a redução do número de vacas ordenhadas no país. Em 2025, o rebanho destinado à ordenha totalizou 14,68 milhões de cabeças, queda de 2,98% em relação ao ano anterior e o menor contingente desde 1979.

O desempenho evidencia uma mudança na dinâmica da pecuária leiteira brasileira: a produção aumentou enquanto a quantidade de animais utilizados na atividade diminuiu.

O aumento da eficiência produtiva foi um dos principais fatores associados ao recorde nacional. Em 2025, a produtividade média alcançou 2.498,69 litros por vaca, alta de 5,79% em relação a 2024. Segundo dados divulgados pelo IBGE, esse avanço está relacionado à evolução genética dos animais e à maior tecnificação do setor lácteo nacional. Com animais mais produtivos e sistemas de produção mais tecnificados, o setor conseguiu ampliar o volume de leite mesmo com um rebanho menor.

O resultado também reforça a importância da eficiência por animal para a produção leiteira, especialmente em um cenário de pressão sobre os custos e necessidade de melhorar a rentabilidade das propriedades.

Em Mato Grosso, o cenário foi diferente do observado no conjunto do país. A produção estadual de leite somou 403,96 milhões de litros em 2025, enquanto o número de vacas ordenhadas ficou em 246,56 mil cabeças.

Na comparação com 2024, os dois indicadores recuaram. A produção caiu 6,59%, enquanto o rebanho de vacas ordenhadas diminuiu 6,24%. Segundo os dados apresentados pelo IBGE, o número de vacas ordenhadas no estado atingiu o menor patamar dos últimos 28 anos. Os resultados indicam uma retração da atividade leiteira mato-grossense, em contraste com o crescimento registrado na produção nacional.

A redução do rebanho em Mato Grosso está associada à saída de produtores da atividade, em um contexto de aumento dos custos de produção. Entre os principais fatores de pressão estão os gastos com insumos destinados à alimentação dos animais, que comprometem a rentabilidade da produção leiteira. Esse cenário representa um desafio para os produtores, especialmente quando o aumento das despesas reduz a capacidade de manter a atividade economicamente viável.

Enquanto o Brasil alcançou produção recorde em 2025, sustentado pelo crescimento da produtividade média por vaca, Mato Grosso registrou retração tanto no volume produzido quanto no número de animais ordenhados.

Os resultados de 2025 mostram que o crescimento da produção brasileira de leite ocorreu em paralelo à redução do rebanho. A combinação entre avanço genético, tecnificação e maior produtividade por animal contribuiu para que o país atingisse o maior volume da série histórica. Por outro lado, a diminuição do número de vacas ordenhadas e a saída de produtores em Mato Grosso evidenciam os desafios econômicos enfrentados por parte da atividade. O cenário reforça a importância de elevar a eficiência produtiva e controlar os custos para sustentar a competitividade da pecuária leiteira brasileira.

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