
The market of corn encerrou a semana com valorização nos contratos futuros e sustentação dos preços em importantes regiões produtoras, em meio à menor oferta global, avanço das exportações e postura mais firme dos vendedores. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 acompanhou o movimento positivo das bolsas internacionais, enquanto o mercado físico também registrou alta.
Na B3, o contrato de setembro de 2026 fechou a R$ 71,50, com avanço de R$ 0,21 no dia e de R$ 0,20 na semana. Novembro terminou a R$ 77,90, alta diária de R$ 0,25 e semanal de R$ 0,72, enquanto janeiro de 2027 ficou em R$ 81,00. No acumulado semanal, Chicago subiu 5,89%, Paris avançou 1,88% e a Argentina, 0,92%. O dólar ganhou 1% e o mercado físico, 2,37%.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 58 a R$ 65 por saca, e a média estadual da Emater subiu 1,53%, para R$ 60,23. O plantio da safra 2026/27 avança de forma desigual, condicionado pela umidade e pelas chuvas, com maior progresso em áreas do Noroeste.
Em Santa Catarina, as referências seguem próximas de R$ 60 por saca, mas a demanda gira em torno de R$ 55. O estado precisa de cerca de 8,5 milhões de toneladas por ano e produziu 2,67 milhões na safra 2025/26, mantendo déficit próximo de 6 milhões de toneladas e ampliando a busca por alternativas de abastecimento.
No Paraná, a colheita da segunda safra chegou a 83%, enquanto o plantio de 2026/27 alcançou 6%. O preço ao produtor encerrou a semana em R$ 56,79 por saca, alta de 7,8% ante julho e de 11% frente a agosto de 2025. Em Mato Grosso do Sul, os preços variam de R$ 50 a R$ 55, com suporte da demanda da indústria de bioenergia.
