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External demand is supporting corn in part of the market.

The market of corn no Sul e em Mato Grosso do Sul segue marcado por negociações pontuais, compradores cautelosos e produtores seletivos nas vendas, em meio ao avanço da colheita e ao comportamento das exportações. Segundo a TF Agroeconômica, a demanda externa tem ajudado a sustentar algumas praças, enquanto a oferta elevada e a resistência dos consumidores limitam uma reação mais ampla dos preços.

No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 58 e R$ 65 por saca, e a média estadual subiu 0,54% na semana, para R$ 59,32. As indústrias compram principalmente para reposição, enquanto produtores aguardam melhores oportunidades. O avanço dos embarques no início de agosto reforça a importância das exportações, embora os volumes ainda estejam abaixo do mesmo período de 2025.

Em Santa Catarina, as referências próximas de R$ 60 por saca encontram demanda ao redor de R$ 55, mantendo o mercado restrito. Consumidores utilizam estoques e compram conforme a necessidade, enquanto vendedores limitam novas ofertas.

No Paraná, as indicações também estão próximas de R$ 60, com demanda em torno de R$ 55 CIF. O preço ao produtor fechou a última semana em R$ 56,79 por saca, alta de 7,8% sobre a média de julho e de 11% frente a agosto de 2025. A colheita da segunda safra chegou a 73% da área, com 91% das lavouras em boas condições. Apesar do suporte vindo da valorização internacional do cereal, a oferta elevada pode ampliar a pressão sobre as cotações.

Em Mato Grosso do Sul, os preços permanecem entre R$ 48 e R$ 50 por saca. A demanda está concentrada em reposições de curto prazo, enquanto a indústria de bioenergia absorve parte da oferta e ajuda a limitar a pressão da entrada da nova produção.

 

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