
THE corn apresenta maior sensibilidade à falta de água no período que vai de poucos dias antes do pendoamento até o início do enchimento dos grãos. A fase mais crítica compreende, aproximadamente, de 10 a 15 dias antes do pendoamento até 10 a 15 dias após a emissão dos estilo-estigmas.
Nesse intervalo ocorrem a formação e abertura das flores masculinas, a emissão dos cabelos das espigas, a liberação de pólen e a fecundação dos óvulos que darão origem aos grãos. Por isso, o déficit hídrico nessa etapa pode comprometer diretamente o número de grãos por espiga.
A falta de água pode provocar desencontro entre o pendoamento e a emissão dos estilo-estigmas, secamento prematuro dos cabelos e redução da fecundação. Mesmo períodos curtos de estresse podem causar perdas expressivas de produção.
Antes do florescimento, a falta de água também pode afetar a cultura. Na emergência, pode provocar falhas de estande e desuniformidade. Durante o crescimento vegetativo, déficits prolongados reduzem área foliar e desenvolvimento radicular, deixando a planta mais vulnerável nas fases seguintes.
Após a fecundação, durante o enchimento dos grãos, a demanda hídrica continua elevada. A estiagem pode reduzir o peso de mil grãos, antecipar a senescência das folhas e diminuir o rendimento comercial, embora a sensibilidade seja menor do que durante o florescimento.
O planejamento da semeadura deve considerar a distribuição das chuvas, o tipo de solo, o ciclo do híbrido e o sistema de produção. O objetivo é evitar, sempre que possível, que o florescimento coincida com períodos de maior risco de estiagem.
Entre as práticas citadas para reduzir os impactos da falta de água estão o ajuste da época de semeadura, escolha de híbridos, manejo do solo, adequação da população de plantas e irrigação suplementar quando disponível.
Assim, o período entre o pendoamento, a emissão dos estilo-estigmas e a fecundação concentra o maior risco de perdas por déficit hídrico no milho, por ser justamente a fase em que ocorre a definição do número de grãos.
