
The market of soy enfrenta um cenário de pressão sobre os preços no curto prazo, apesar das cotações ainda elevadas no Brasil. Segundo análise da TF Agroeconômica, o momento exige cautela na comercialização e proteção das margens, diante do avanço da colheita nos Estados Unidos e das incertezas sobre novas compras chinesas.
Para os agricultores, a orientação é vender parte da produção disponível e proteger outra parcela por meio de operações de hedge, quando houver preços satisfatórios. A consultoria recomenda manter apenas um volume menor exposto a possíveis altas, evitando concentrar as decisões na expectativa de retomada das compras da China.
Às cooperativas, a recomendação é incentivar vendas escalonadas antes da colheita, com utilização de contratos a termo e proteção em Chicago para posições maiores. O acompanhamento diário dos prêmios e do câmbio também é considerado essencial, assim como a separação entre soja disponível e futura.
Para os cerealistas, a prioridade deve ser o giro rápido dos estoques, com atenção às margens e à proteção das operações. Comprar soja física apostando em uma valorização imediata representa maior risco, o que favorece a combinação das compras com vendas futuras ou hedge.
As indústrias esmagadoras podem aproveitar os recuos para realizar compras graduais, desde que acompanhem as margens do óleo e do farelo. Nas fábricas de ração, a orientação é recompor estoques de farelo durante as quedas, sem excessos, observando a relação de preços com o milho.
Já o setor de biodiesel deve avaliar o custo do óleo de soja em conjunto com o câmbio, as margens industriais e a competitividade de outras matérias-primas. De modo geral, a consultoria considera mais adequado garantir parte dos resultados nos preços atuais, preservando alguma exposição a uma eventual recuperação impulsionada pela demanda chinesa.
