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Plantio tardio de soja alcança 38 mil hectares no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul soma 38 mil hectares autorizados para o plantio de soja fora da janela prevista pelo calendário oficial da safra 2025/2026. O prazo para que os produtores solicitassem e realizassem a semeadura tardia junto à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) terminou em 15 de fevereiro.

O calendário definido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária estabeleceu o período de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026 para a semeadura da oleaginosa, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. Fora desse intervalo, o plantio depende de autorização específica do órgão estadual.

De acordo com a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Deise Feltes Riffel, a ampliação das solicitações está diretamente ligada às condições climáticas da última safra e ao encadeamento das culturas. “O período de chuva durante a cultura do milho fez com que o ciclo alongasse, atrasando o plantio da soja, que ocorre logo após a colheita do milho na mesma área”, afirma.

Os 38 mil hectares autorizados estão distribuídos em 78 municípios, com maior concentração nas regiões Noroeste e das Missões. Ao todo, foram 264 pedidos de semeadura fora do calendário, número significativamente superior ao registrado na safra 2024/2025, quando apenas oito solicitações foram protocoladas.

Foto: Divulgação/OPR

A variação no tamanho das áreas chama atenção. A menor autorização concedida foi de 0,8 hectare, enquanto a maior alcança quase 9 mil hectares, evidenciando que tanto pequenos quanto grandes produtores recorreram à flexibilização.

Apesar da autorização excepcional, o plantio fora da janela sanitária amplia o risco fitossanitário, especialmente em relação à ferrugem asiática, principal doença da cultura. “Os produtores precisam estar atentos e realizar os tratamentos da ferrugem asiática, pois a semeadura fora do calendário oficial é um fator de risco para o surgimento dessa praga, aumentando os custos”, alerta Deise.

Segundo a Seapi, o monitoramento das áreas autorizadas será intensificado, com foco na contenção de focos da doença e no cumprimento das medidas de manejo recomendadas.

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