O Brasil deve manter o ritmo de crescimento na produção e nas exportações de carne de frango ao longo de 2026, impulsionado por custos de ração mais favoráveis e por uma demanda global maior. O cenário é considerado positivo para o setor, embora a biossegurança siga como o principal ponto de atenção.
Entre os maiores produtores mundiais, a China deve liderar o crescimento em 2026, com alta estimada de 3,1%, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na sequência aparecem Brasil, com expansão prevista de 1,6%, e Estados Unidos, com avanço de 1%. No comércio internacional, o Brasil se destaca entre os exportadores, com aumento projetado de 5,5%, o que representa cerca de 250 mil toneladas adicionais embarcadas.

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Outro destaque é a China no mercado exportador. O país deve alcançar cerca de 1,2 milhão de toneladas exportadas em 2026, volume que praticamente iguala o da Tailândia, quarta maior exportadora global. Há três anos, os embarques chineses giravam em torno de 500 mil toneladas.
Esse avanço reflete ganhos de eficiência e competitividade da indústria chinesa, que tem o Japão e Hong Kong como principais destinos, além de ampliar sua presença em mercados emergentes da Ásia, da Europa e do Oriente Médio. Mesmo assim, o USDA projeta que a China também registre forte aumento nas importações, estimadas em 400 mil toneladas, o maior crescimento entre os principais importadores.
Para o Brasil, as projeções indicam aumento de 2% na produção e de 4% nas exportações em 2026, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. O setor deve ser favorecido por mais um ano de custos de ração controlados, apoiados pelo bom desempenho das safras de grãos. A soja e o milho da primeira safra apresentam resultados positivos, assim como as perspectivas para a safrinha.
Com as importações globais de carne de frango estimadas em crescimento de 4,5% em 2026, o ambiente segue favorável para o comércio internacional. O principal desafio permanece sendo a biossegurança, especialmente no controle de eventuais casos de gripe aviária, fator considerado essencial para manter os mercados externos abertos e garantir o aproveitamento das oportunidades ao longo do ano.
