
The market of corn no Sul e em parte do Centro-Oeste segue marcado por negociações pontuais, compradores cautelosos e produtores mais seletivos, enquanto o avanço da nova safra divide atenção com a reta final da colheita. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, os preços permanecem sustentados em várias regiões, apesar da liquidez reduzida.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 60 e R$ 68 por saca, enquanto o preço médio estadual subiu 0,83% na semana, para R$ 61,60. A semeadura da primeira safra 2026/27 chegou a 54% da área prevista, ante 38% na semana anterior. O clima favoreceu os trabalhos, mas as geadas dos dias 6 e 7 de setembro provocaram danos em lavouras em desenvolvimento vegetativo.
Em Santa Catarina, as referências estão próximas de R$ 60 por saca, diante de demanda em torno de R$ 55. O plantio alcançou 21,7% da área, acima dos 6,5% da semana anterior e também da média dos últimos cinco anos. A elevada umidade do solo, porém, limita o avanço em algumas áreas.
No Paraná, as indicações de compra seguem próximas de R$ 60 por saca, com demanda ao redor de R$ 55 CIF. A semeadura da primeira safra atingiu 34% da área, contra 18% na semana passada, enquanto a colheita da segunda safra chegou a 93%. As chuvas interromperam trabalhos em alguns pontos, e a incidência de cigarrinha-do-milho e percevejo-barriga-verde exige atenção.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variam de R$ 54 a R$ 57 por saca. A indústria de bioenergia mantém demanda ativa e ajuda a sustentar as cotações. A colheita da segunda safra alcançou 98% da área, aproximando-se do encerramento.
