Pular para o conteúdo Pular para a barra lateral Pular para o rodapé

Milho: avanço da colheita nos EUA coloca pressão sobre as cotações

O mercado do milho deve acompanhar nesta semana o relatório WASDE, o avanço da colheita nos Estados Unidos, o plantio da soja no Brasil e o comportamento do dólar. Segundo dados divulgados pela Grão Direto na análise “Direto do Campo”, desta segunda-feira (5), esses fatores podem influenciar as cotações e as oportunidades de comercialização.

O principal destaque da semana será a divulgação do relatório WASDE, prevista para sexta-feira (9). O mercado deve acompanhar as novas estimativas do USDA para a safra norte-americana, especialmente em relação à produtividade. O avanço da colheita nos Estados Unidos também deve fornecer informações mais consistentes sobre os impactos da seca registrada em agosto. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, eventuais revisões podem influenciar diretamente a direção das cotações em Chicago.

Após a forte reação negativa provocada pelo relatório de estoques do USDA, o mercado pode iniciar a semana em busca de um novo patamar de equilíbrio em Chicago. Parte dos investidores pode aproveitar a desvalorização recente para recompor posições, movimento que tende a oferecer sustentação pontual às cotações.

Por outro lado, o avanço da colheita nos Estados Unidos deve ampliar a oferta disponível no mercado. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, esse fator pode limitar movimentos de recuperação mais consistentes no curto prazo.

O avanço do plantio da soja no Brasil também ganha importância para as expectativas do mercado nas próximas semanas. Com as semeadoras ganhando ritmo, as condições para o desenvolvimento da safra começam a ficar mais favoráveis. Um plantio realizado dentro do calendário esperado aumenta as chances de colheita no período adequado. Esse cenário favorece, por consequência, a implantação da segunda safra de milho em 2027 dentro de uma janela climática mais segura.

Segundo dados divulgados pela Grão Direto, o cumprimento desse calendário reduz o risco de atraso no milho e tende a diminuir as preocupações com a oferta futura. A queda dos preços internacionais dos grãos pode abrir espaço para a indústria brasileira de carnes aumentar as compras e formar estoques de milho, principal insumo utilizado na alimentação de aves e suínos. Preços mais baixos reduzem o custo de reposição e podem estimular frigoríficos, cooperativas e produtores de ração a antecipar parte das necessidades dos próximos meses. O mercado deve acompanhar esse movimento, principalmente com a aproximação do fim do ano, período em que a demanda por carnes tradicionalmente ganha força.

Caso as empresas aproveitem as cotações mais atrativas para alongar os estoques, o aumento da demanda interna pode ajudar a sustentar os preços do milho e limitar novas quedas no mercado físico brasileiro.

O tempo seco e estável nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos deve favorecer o avanço da colheita de soja nos próximos dias, permitindo que as máquinas trabalhem com poucas interrupções. O ritmo mais acelerado aumenta o volume de grãos disponível no mercado e intensifica o fluxo de soja para armazéns, esmagadoras, ferrovias e terminais de exportação. No curto prazo, esse aumento da oferta física tende a pressionar as cotações em Chicago, especialmente por ocorrer durante um período de forte disponibilidade sazonal, segundo dados divulgados pela Grão Direto.

O câmbio também ganhou peso na formação dos preços da soja e do milho no Brasil no início da semana. A moeda norte-americana era negociada abaixo de R$ 5, reagindo ao resultado do primeiro turno das eleições e às expectativas dos investidores sobre o cenário fiscal e econômico do próximo governo. Para o produtor, um real mais valorizado reduz o preço dos grãos em reais quando as cotações internacionais são convertidas. O movimento aumenta a pressão sobre as margens em um momento de preços mais baixos em Chicago.

Nos Estados Unidos, dados recentes de inflação reduziram a pressão por novas altas de juros. No Brasil, o IPCA-15 de setembro subiu 0,70%, influenciado principalmente pela energia elétrica. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, diante desse cenário, o produtor deve observar não apenas a cotação da Bolsa de Chicago, mas a combinação entre CBOT, dólar e custos de produção para identificar oportunidades de comercialização.

A Bela Cereais trabalha com os melhores grãos do mercado e também deixa você por dentro das últimas novidades e análises sobre do agronegócio.
Não se esqueça de seguir nossas redes sociais.

Acessar Fonte da Notícia