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Milho perde espaço nas rações animais na China

O uso de milho na alimentação animal deve perder espaço na China na safra 2026/27, pressionado pela adoção de ingredientes alternativos e pelas dificuldades financeiras da suinocultura. Apesar disso, a demanda total de grãos para ração e outros usos deve permanecer praticamente estável, com a retração no setor de suínos parcialmente compensada pelo crescimento da avicultura, aquicultura e criação de ruminantes.

Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 1º de outubro, a produção chinesa de milho deve alcançar 306 milhões de toneladas, ante 301,2 milhões na temporada anterior. As importações devem subir de 4 milhões para 6 milhões de toneladas. Já o consumo foi estimado em 322 milhões de toneladas, redução de 1 milhão em relação à projeção de junho.

A participação do milho nas formulações de ração caiu de 47% em janeiro para 29% em agosto. A produção de suínos continua enfrentando prejuízos elevados, acelerando a redução do plantel de matrizes. Ao mesmo tempo, trigo, cevada e sorgo ganham espaço por apresentarem preços mais competitivos.

A previsão para a produção de trigo permanece em 141 milhões de toneladas, enquanto o consumo deve alcançar 150 milhões, aumento de 2 milhões em relação à estimativa de setembro, impulsionado pelo maior uso na alimentação animal. A demanda por farinha segue enfraquecida, em um cenário de excesso de capacidade de moagem e margens reduzidas.

No arroz, a produção em casca deve crescer ligeiramente, para 210 milhões de toneladas, favorecida pela maior produtividade. O consumo total deve recuar para 147,3 milhões de toneladas. O arroz quebrado também ganha espaço como substituto do milho, com importações elevadas, principalmente da Índia, de Mianmar e do Vietnã, devido aos preços mais baixos.

 

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