
A produção de milho no Brasil deve alcançar 148 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa alta de 2,77% em relação à temporada anterior e deve ser sustentado pela expansão da área cultivada.
Na safra 2025/26, a Conab projetou a produção brasileira em 144,01 milhões de toneladas, avanço de 1,27% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada chegou a 22,60 milhões de hectares, aumento de 3,49% ante 2024/25.
Apesar da expansão da área, a produtividade média recuou 1,42%, para 106,20 sacas por hectare. Segundo dados divulgados pelo Imea, o menor rendimento registrado em alguns estados limitou o crescimento da produção, mas o aumento da área cultivada foi suficiente para sustentar a oferta nacional.
Na demanda, o consumo doméstico de milho foi projetado em 98,20 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 7,82%. Segundo dados divulgados pelo Imea, o avanço foi impulsionado principalmente pela maior absorção do cereal pelas usinas.
As exportações também apresentaram crescimento. O volume embarcado foi projetado em 43,92 milhões de toneladas, alta de 5,49% em relação à temporada anterior. O aumento das vendas externas ampliou o escoamento da produção e contribuiu para manter os estoques finais em 15,65 milhões de toneladas.
Para a safra 2026/27, a projeção aponta para uma produção de 148 milhões de toneladas. Segundo dados divulgados pelo Imea, o crescimento deve ser sustentado principalmente pela expansão da área cultivada, enquanto o rendimento das lavouras dependerá das condições climáticas e das janelas de semeadura.
O consumo interno também deve continuar avançando. A projeção é de 104,81 milhões de toneladas, aumento de 6,73% em relação à temporada anterior.
Segundo dados divulgados pelo Imea, o crescimento da demanda deve ser apoiado pelo maior uso do milho na produção de ração, pela entrada de novas usinas e pela ampliação da moagem do cereal.
As exportações brasileiras de milho também devem crescer em 2026/27, com projeção de 46,02 milhões de toneladas, avanço de 4,78%.
Com a produção maior e o crescimento das exportações, a oferta continuará sendo direcionada tanto ao mercado doméstico quanto ao externo. Ao mesmo tempo, a maior absorção interna tende a reduzir a disponibilidade do cereal ao fim da temporada.
Segundo dados divulgados pelo Imea, os estoques finais de milho devem recuar para 14,53 milhões de toneladas em 2026/27, abaixo dos 15,65 milhões de toneladas projetados para a safra anterior.
O cenário mostra que a expansão da área deve continuar sendo importante para o crescimento da produção brasileira de milho. Já a produtividade permanece dependente do comportamento do clima e do calendário de semeadura.
