
O avanço do plantio de milho no Sul do Brasil enfrenta dificuldades provocadas pelo excesso de umidade, enquanto os preços seguem pressionados pela baixa movimentação comercial. Segundo a TF Agroeconômica, as chuvas e a oferta nacional acima da demanda têm limitado tanto os trabalhos no campo quanto a recuperação das cotações.
No Rio Grande do Sul, a semeadura da safra 2026/27 alcançou 78% dos 896,4 mil hectares previstos, com produtividade estimada em 7.711 quilos por hectare. A Emater aponta que 98% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. A umidade elevada, a nebulosidade e as temperaturas amenas retardam as operações e o crescimento das plantas. Temporais com granizo registrados no fim de setembro causaram danos e perdas irreversíveis de potencial produtivo nas áreas mais atingidas.
O plantio chegou a 95% em Frederico Westphalen, 92% em Ijuí e 90% em Passo Fundo e Santa Rosa. Em contraste, Soledade atingiu 63% e Pelotas, apenas 9%. No mercado gaúcho, a saca varia de R$ 60 a R$ 70, enquanto a média estadual recuou 0,57%, para R$ 62,59.
No Paraná, o Deral informa que 86% da área de milho de verão foi semeada. A germinação é geralmente boa, mas chuva, ventos fortes e baixa luminosidade prejudicam o desenvolvimento inicial. A continuidade das precipitações pode reduzir a janela de plantio da segunda safra. Em algumas regiões paranaenses, os preços ao produtor recuaram, com a saca a R$ 50,58 no Oeste.
Em Santa Catarina, a distância entre ofertas de venda próximas de R$ 60 e propostas de compra de R$ 55 por saca dificulta acordos. Já no Mato Grosso do Sul, as cotações oscilam entre R$ 52 e R$ 54, com compradores concentrados na reposição de estoques e a indústria de bioenergia absorvendo parte da oferta.
