
O vazio sanitário do algodão começa nesta segunda-feira (21) no Tocantins e segue até 10 de dezembro. Segundo dados divulgados pelo Governo do Tocantins, durante o período é proibida a manutenção de plantas vivas de algodão no campo, medida adotada para prevenir e controlar o bicudo-do-algodoeiro.
Durante o vazio sanitário, a Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) fará o monitoramento das áreas onde houve cultivo de algodão na última safra. A fiscalização terá como objetivo verificar o cumprimento das medidas de controle fitossanitário previstas na legislação.
A Adapec orienta os produtores a vistoriarem as áreas de cultivo e eliminarem eventuais plantas vivas de algodão durante o período. A medida busca reduzir as condições para a permanência e multiplicação do bicudo-do-algodoeiro.
Caso sejam identificadas plantas vivas, o proprietário ou ocupante da área será notificado para realizar a eliminação por meio mecânico ou químico.
Segundo dados divulgados pelo Governo do Tocantins, o descumprimento das normas está sujeito às sanções previstas na legislação.
Na safra 2025/2026, foram cadastrados na Adapec 9.763,34 hectares de algodão no Tocantins.
O bicudo-do-algodoeiro é um besouro de coloração cinza ou castanha, com tamanho entre 3 e 7 milímetros. Segundo dados divulgados pelo Governo do Tocantins, a praga pode infestar as lavouras desde o início da emissão dos botões florais até a colheita.
O inseto pode apresentar de quatro a seis gerações durante um único ciclo da cultura. Quando não controlado, pode causar perdas de até 70% da produção.
Com o início do vazio sanitário, a eliminação de plantas vivas e o monitoramento das áreas passam a ser medidas centrais para o controle da praga e o cumprimento das regras fitossanitárias no estado.
