
O mercado internacional de grãos inicia a semana sob pressão da colheita nos Estados Unidos e após uma rodada de perdas nas principais bolsas agrícolas. Segundo a TF Agroeconômica, a realização de lucros ganhou força na sexta-feira, enquanto os números de exportação abaixo das expectativas para trigo e soja e a valorização do euro diante do dólar enfraqueceram as cotações.
No trigo, o contrato para dezembro em Chicago perdeu o suporte de US$ 6,70 por bushel, equivalente a aproximadamente US$ 246 por tonelada. As vendas semanais dos Estados Unidos somaram 320 mil toneladas, frustrando o mercado. Na Europa, a perspectiva de uma safra australiana favorecida pelo clima amplia a concorrência e limita a sustentação dos preços.
A soja começou a segunda-feira próxima da estabilidade, com atenção voltada à retomada das compras chinesas. O USDA confirmou vendas privadas de 558 mil toneladas à China na sexta-feira, elevando a 1,358 milhão de toneladas o volume anunciado em três dias. O movimento oferece algum suporte às cotações, mas o tempo seco no Meio-Oeste americano favorece o avanço da colheita e amplia a disponibilidade do grão.
No milho, as exportações norte-americanas mostraram maior força, com vendas semanais de 1,122 milhão de toneladas, acima das previsões. Mesmo assim, o contrato de dezembro recuou abaixo de US$ 4,80 por bushel, cerca de US$ 189 por tonelada.
Para os próximos dias, os agentes acompanham os relatórios do USDA sobre inspeções de exportação e progresso da colheita. No Brasil, o dólar futuro era indicado a R$ 5,09 na abertura, com leve recuo de 0,08%, acrescentando mais um elemento à formação dos preços internos.
