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Trigo sobe e qualidade da safra preocupa mercado

O mercado de trigo no Sul do país registra preços firmes e maior movimentação em algumas regiões, enquanto a qualidade da nova safra preocupa compradores e vendedores. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul teve mais fluidez nesta semana, com moinhos buscando lotes de trigo velho já garantido e negócios realizados a R$ 1.500 por tonelada no interior, enquanto vendedores passaram a pedir entre R$ 1.550 e R$ 1.600.

No Estado, a colheita começa com relatos de trigo afetado por giberella e outras doenças fúngicas, com PH entre 70 e 76. Para produto com qualidade, compradores sinalizam entre R$ 1.350 e R$ 1.400 no interior. Em Panambi, o preço de balcão subiu R$ 1 por saca e chegou a R$ 72.

Em Santa Catarina, os moinhos estão abastecidos e embarcam volumes já comprados. Houve negócios pontuais a R$ 1.520 FOB, enquanto vendedores mostram pouco interesse em negociar diante da expectativa de alta associada às chuvas. Ainda não há oferta de trigo novo. No balcão, os preços ficaram estáveis, variando de R$ 66,83 em Joaçaba a R$ 78 em Xanxerê e Chapecó.

No Paraná, os preços seguem firmes e produtores com trigo de melhor qualidade mantêm pedidas elevadas. Há relatos de negociações a R$ 1.600 FOB no Norte e R$ 1.580 FOB em Tibagi, enquanto compradores indicam de R$ 1.400 a R$ 1.500 conforme prazo de entrega. Moinhos do Norte e Oeste relatam trigo com PH de até 72/73 e falling de até 200, com danos por brusone, giberella e chuvas persistentes. O trigo paraguaio está entre US$ 313 e US$ 315 CIF moinho, e o argentino a US$ 310 em Paranaguá. O cenário mantém a atenção concentrada na qualidade do cereal disponível e no ritmo das ofertas da nova safra.

 

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