Pular para o conteúdo Pular para a barra lateral Pular para o rodapé

Excesso de umidade reduz janelas de semeadura da soja no RS

O plantio da soja na safra 2026/27 avança em ritmo lento no Rio Grande do Sul, limitado pelas chuvas frequentes, pela elevada umidade do solo e pela redução das janelas para a entrada de máquinas. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural desta quinta-feira (8), os produtores priorizam a preparação das áreas e aguardam condições mais favoráveis para ampliar a semeadura, reduzindo o risco de replantio e os custos de implantação.

A estimativa para o Estado é de cultivo em 6.645.384 hectares, com produtividade média projetada em 3.183 quilos por hectare. As primeiras áreas semeadas se concentram, em parte, em locais autorizados para o plantio antecipado ou não sujeitos às restrições de financiamento relacionadas ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

Na maior parte do Estado, os produtores têm priorizado a dessecação das plantas de cobertura e a preparação das áreas, enquanto aguardam condições adequadas para iniciar ou ampliar a implantação das lavouras. A cautela está relacionada ao risco de necessidade de ressemeadura após precipitações intensas, considerando os custos envolvidos no estabelecimento da cultura. A umidade excessiva também reduz as condições de tráfego das máquinas e limita o tempo disponível para as operações no campo.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, as primeiras lavouras foram implantadas principalmente em áreas com autorização para semeadura antecipada ou em propriedades que não estão sujeitas às restrições de financiamento vinculadas às normas do ZARC.

Situação do plantio por região

Na região administrativa de Bagé, as chuvas volumosas prejudicaram o início da semeadura. Nos períodos em que as condições permitiram, os produtores realizaram a dessecação das plantas de cobertura. Na Campanha, a umidade excessiva tem dificultado o preparo convencional do solo, especialmente em áreas argilosas e terras baixas.

Na Fronteira Oeste, pouco mais de 3 mil hectares haviam sido semeados em São Borja, Manoel Viana e Maçambará, principalmente em áreas de plantio antecipado, autorizado durante a segunda quinzena de setembro. Para a região, a estimativa é de 1.020.000 hectares cultivados, com produtividade média de 2.403 quilos por hectare.

Na região de Ijuí, a semeadura alcança apenas 0,3% da área prevista. As operações ocorreram pontualmente nos locais em que as precipitações semanais não ultrapassaram 50 milímetros. Os produtores antecipam a preparação das áreas e planejam escalonar o plantio diante da previsão de continuidade do tempo úmido e da redução das janelas adequadas para a semeadura. Para Ijuí, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 1.007.031 hectares e produtividade de 3.663 quilos por hectare.

Na região de Pelotas, as primeiras lavouras foram implantadas em Herval, Canguçu e Piratini. Grande parte das áreas destinadas à soja continua ocupada por pastagens. Os produtores estão retirando gradualmente os animais, realizando a dessecação e preparando o solo para a semeadura. A projeção é de 515.970 hectares cultivados, com produtividade estimada em 2.606 quilos por hectare.

Na região de Santa Maria, 2% dos 1.036.859 hectares previstos para a cultura já haviam sido semeados. A produtividade média está estimada em 3.062 quilos por hectare, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar.

Em Santa Rosa, o plantio alcançou aproximadamente 6% da área estimada. As primeiras lavouras estão concentradas em áreas anteriormente mantidas em pousio e em propriedades sem vinculação a financiamentos sujeitos às normas do ZARC, onde os produtores utilizam recursos próprios. A área projetada para a soja na região é de 786.234 hectares, com produtividade estimada em 3.215 quilos por hectare.

Já em Soledade, a semeadura avançou em ritmo reduzido. Muitas áreas estão dessecadas e preparadas para receber as sementes. Conforme o calendário do ZARC, o período de implantação se estende até 28 de janeiro de 2027. Para a região, a estimativa é de cultivo em 487.640 hectares, com produtividade média de 3.275 quilos por hectare.

Chuvas e calendário agrícola exigem atenção dos produtores

O avanço da semeadura da soja no Rio Grande do Sul dependerá da melhora das condições de umidade do solo e da ampliação das janelas operacionais para o trabalho das máquinas. A necessidade de evitar ressemeaduras, os custos de implantação e as restrições relacionadas ao ZARC influenciam o planejamento dos produtores neste início de ciclo. As próximas etapas do plantio serão importantes para acompanhar a evolução da área semeada e avaliar se as condições climáticas permitirão acelerar as operações nas diferentes regiões produtoras do Estado.

A Bela Cereais trabalha com os melhores grãos do mercado e também deixa você por dentro das últimas novidades e análises sobre do agronegócio.
Não se esqueça de seguir nossas redes sociais.

Acessar Fonte da Notícia