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Soja e biodiesel elevam PIB da cadeia em 11,7% em 2025

A cadeia produtiva da soja e do biodiesel registrou crescimento de 11,72% no PIB em 2025, segundo estudo do Cepea (Esalq/USP) em parceria com a Abiove. O desempenho foi sustentado pela safra recorde de soja no Brasil, pela intensificação do processamento industrial e pela demanda firme por derivados no mercado interno e externo.

Com o resultado, o setor passou a representar 21,6% do PIB do agronegócio e 5,4% do PIB nacional em 2025, consolidando sua relevância dentro da economia brasileira.

Fotos: Jaelson Lucas / Arquivo AEN

O avanço teve como principal base a colheita da safra 2024/25, que atingiu 171,5 milhões de toneladas, volume recorde no país. Esse cenário estimulou toda a cadeia produtiva, desde os insumos até a agroindústria. O segmento de insumos cresceu 2,71%, influenciado pela ampliação da área plantada e pela intensificação da produção no campo.

Na produção agrícola, o PIB da soja avançou 23,41% no ano, refletindo diretamente o desempenho histórico da safra. Já a agroindústria cresceu 5,21%, com expansão em todos os subsegmentos. O esmagamento da soja aumentou 5,15%, sustentado pela maior oferta do grão e pela demanda por derivados, especialmente óleo e farelo. O consumo interno de óleo foi impulsionado pelo biodiesel, enquanto as exportações também cresceram. No farelo, houve recorde de consumo doméstico e aumento das vendas externas, com níveis históricos de processamento no Brasil e no mundo.

Foto: Divulgação

O biodiesel foi um dos destaques do ano, com alta de 8,51% no PIB, refletindo demanda aquecida e a elevação da mistura obrigatória de 14% para 15% a partir de agosto de 2025, o que levou a nova produção recorde. A indústria de rações também cresceu, com avanço de 2,80%, puxado pela avicultura e pela maior demanda interna.

O segmento de agrosserviços registrou expansão de 9,4%, acompanhando o ritmo mais intenso da produção e da agroindústria. Apesar do crescimento do PIB, a renda real da cadeia teve leve queda de 0,55%, pressionada pela redução de 10,98% nos preços relativos, em um cenário de ampla oferta global de soja e derivados.

Em termos de valor agregado, cada tonelada de soja produzida e processada gerou R$ 7.608 em 2025, valor 4,09 vezes superior ao da soja exportada sem processamento (R$ 1.862 por tonelada).

No mercado de trabalho, a cadeia empregou 2,39 milhões de pessoas em 2025, alta de 5,52% em relação ao ano anterior, respondendo por 2,34% da economia brasileira e 10,21% do agronegócio. Houve crescimento no emprego dos insumos, biodiesel e agrosserviços, enquanto a produção de soja, o esmagamento e a indústria de rações registraram queda. Segundo o Cepea/Abiove, o movimento reflete a alta mecanização da lavoura, ganhos de produtividade e mudanças regionais na produção, além de fatores como capacidade ociosa e automação industrial.

As exportações da cadeia somaram 133,72 milhões de toneladas, alta de 7,75% em relação a 2024. Já o valor exportado recuou 1,46%, totalizando US$ 53,46 bilhões, pressionado pela queda de 8,54% nos preços internacionais, influenciados pela ampla oferta global. Ainda assim, houve crescimento de receita em produtos como óleo, biodiesel e glicerol, enquanto farelo e proteína de soja registraram queda. A China manteve a liderança como principal destino, mas houve avanço de embarques para União Europeia, Sudeste Asiático e Índia.

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