O mercado do boi gordo registrou valorização em abril, impulsionado pela demanda consistente e pelo desempenho das exportações brasileiras de carne bovina. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o indicador Cepea avançou 3,7% no período, elevando a média mensal para R$ 363 por arroba, valor 15% superior ao observado em abril de 2025.

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Durante a primeira quinzena do mês, a oferta mais ajustada contribuiu para a sustentação dos preços. No entanto, o cenário mudou na segunda metade de abril, quando as escalas de abate ganharam maior folga. Apesar de os preços das carcaças permanecerem firmes, o mercado do boi gordo passou por acomodação, movimento que se estendeu para os primeiros dias de maio.
Com esse ajuste, a arroba encerrou o dia 8 de maio cotada a R$ 353, retornando ao mesmo nível registrado no final de março.
Enquanto isso, o mercado de reposição continuou apresentando valorização. O preço do bezerro acumulou alta de 3,7% entre o início de abril e 8 de maio, alcançando R$ 3.425 por cabeça. Como consequência, a relação de troca permaneceu pressionada para os pecuaristas. Atualmente, a venda de um boi gordo permite a compra de 2,16 bezerros, índice 3,2% inferior ao registrado em abril de 2025.
No comércio exterior, abril foi marcado por novo recorde para o período. As exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 252 mil toneladas, volume 4,4% superior ao embarcado em abril do ano passado. Com esse resultado, os embarques acumulados no primeiro quadrimestre cresceram 15% na comparação com o mesmo período de 2025.

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A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira. Somente em abril, os embarques para o país asiático alcançaram 135 mil toneladas, avanço de 26% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as vendas para o mercado chinês totalizaram 460 mil toneladas, crescimento de 19% na comparação anual.
Além do aumento do volume exportado, o preço médio das vendas externas também apresentou valorização. Em abril, a média atingiu US$ 6.240 por tonelada, alta de 7,3% em relação ao ano anterior.
Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, apesar do avanço dos preços da carne exportada, a valorização do boi gordo em dólar foi ainda maior, chegando a 7,9%. Com isso, o spread de exportação — indicador que compara o preço da carne bovina exportada com o valor do boi gordo — permaneceu próximo de zero. Há um ano, esse índice estava em 3%.
