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Oferta de milho diminui com corte na safra dos EUA

A oferta de milho e soja nos Estados Unidos deve ficar mais apertada na temporada 2026/27, segundo as novas projeções oficiais divulgadas em setembro. No milho, a redução da produção foi o principal fator de ajuste, enquanto na soja o aumento da demanda compensou a expectativa de uma safra recorde.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, USDA, estimou a produção de milho em 15,8 bilhões de bushels, queda de 213 milhões em relação à projeção de agosto e recuo de 7% frente à safra de 2025. A produtividade foi reduzida para 178,5 bushels por acre, diante dos efeitos de condições quentes e secas em partes do cinturão produtor no fim do verão.

Com uma colheita menor, os estoques finais de milho em 2026/27 foram projetados em 1,567 bilhão de bushels, abaixo dos 1,653 bilhão previstos um mês antes e 18% inferiores aos estimados para 2025/26. O USDA também reduziu o uso do cereal para alimentação animal, mas manteve as exportações em 3,275 bilhões de bushels.

Segundo Mike O’Dea, consultor de gestão de risco da StoneX, a revisão do consumo para ração já era aguardada, enquanto a demanda de exportação, etanol e processamento continua dando sustentação ao mercado. A relação estoque-consumo caiu de 10,1% para 9,7%.

Na soja, o USDA elevou a estimativa da safra para o recorde de 4,535 bilhões de bushels, 6% acima de 2025. Mesmo assim, os estoques finais foram reduzidos para 310 milhões de bushels, refletindo exportações mais fortes. A previsão de embarques aumentou para 1,685 bilhão de bushels, enquanto o esmagamento permaneceu em 2,780 bilhões.

Com os novos números, o mercado também passa a acompanhar com mais atenção o clima na América do Sul, especialmente as perspectivas de produção no Brasil e na Argentina.
 

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