
O mercado da soja inicia a semana pressionado pela queda das referências internacionais e por condições climáticas que interferem diretamente no ritmo de plantio em diferentes regiões do país. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina retenção de oferta, cautela dos produtores e desafios operacionais provocados por excesso ou falta de umidade.
No Rio Grande do Sul, temporais com granizo, rajadas acima de 90 km/h e volumes elevados de chuva aumentaram o risco operacional às vésperas da semeadura. Em algumas áreas, o excesso de água pode manter o solo saturado e atrasar a entrada das máquinas. No mercado, os preços recuaram, com Rio Grande a R$ 162,00 por saca e Ijuí, Cruz Alta e Santa Rosa a R$ 152,00.
Santa Catarina também enfrenta instabilidade, com chuvas restringindo a janela de trabalho no campo. Em São Francisco do Sul, a soja foi indicada a R$ 161,00 por saca, queda de 0,92%.
No Paraná, a pressão de Chicago foi parcialmente limitada pelo câmbio e pela oferta restrita. O plantio avançado reduz a disponibilidade do produtor para negociar, enquanto os preços ficaram em R$ 160,00 em Paranaguá, R$ 151,00 em Cascavel e R$ 153,50 em Maringá.
Em Mato Grosso do Sul, o calor e a distribuição irregular das chuvas mantêm cautela na semeadura. Dourados e Campo Grande registraram R$ 146,00 por saca. Já em Mato Grosso, a semeadura chegou a 3,87% da área estimada, mas a baixa umidade ainda limita o avanço em algumas regiões. Campo Verde marcou R$ 144,50, enquanto Sorriso ficou em R$ 137,50 por saca. A combinação de queda externa e atenção ao clima mantém os produtores mais defensivos, com vendas concentradas principalmente onde há necessidade de caixa.
