
O mercado de milho segue com negociações pontuais, produtores seletivos e compradores concentrados na reposição, enquanto o avanço da nova safra ocorre conforme as condições climáticas permitem. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, preços, ritmo de plantio e disponibilidade do cereal apresentam diferenças entre os principais estados produtores acompanhados.
No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60,00 e R$ 68,00 por saca. O preço médio estadual recuou 0,71%, de R$ 61,98 para R$ 61,54, conforme a Emater, enquanto em Cruz Alta o disponível permanece em R$ 75,00. A semeadura da safra 2026/27 atingiu 72% da área prevista. Após as chuvas reduzirem o ritmo dos trabalhos, o retorno do tempo seco permitiu a retomada das operações.
Em Santa Catarina, as referências estão próximas de R$ 60,00 por saca, diante de demanda ao redor de R$ 55,00. A diferença entre compradores e vendedores restringe os negócios. O plantio avançou para 83% da área, ante 25,6% na semana anterior, com maior evolução no Extremo-Oeste e Oeste.
No Paraná, as indicações de compra ficam próximas de R$ 60,00, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55,00 CIF. As cotações recuaram nas principais regiões, com valores de R$ 66,44 no Norte Central, R$ 65,55 no Centro Oriental e R$ 58,06 no Oeste. A semeadura da safra 2026/27 chegou a 56%.
Já em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 54,00 e R$ 55,50 por saca. Após uma sequência de altas, o mercado passou a registrar estabilidade e recuos, com Maracaju acumulando queda semanal de 3,37%. A colheita da segunda safra foi concluída em 100% da área, enquanto a comercialização superou 60%.
