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Soja: preços sobem, mas exportações de setembro perdem ritmo

Os preços da soja no Brasil estão entre R$ 138 e R$ 145 por saca, enquanto o plantio da safra 2026/27 ganhou ritmo e alcançou 3,9% da área prevista até 25 de setembro. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado também acompanha o ritmo das exportações e os impactos das chuvas sobre os embarques e as lavouras.

Com o câmbio ao redor de R$ 5,17 por dólar e os prêmios nos portos próximos de US$ 1,80 por bushel, os preços da soja ficaram entre R$ 138 e R$ 145 por saca ao produtor.  Há um ano os valores estavam entre R$ 116 e R$ 123 por saca. No Rio Grande do Sul, as principais praças praticaram R$ 140 por saca.

As exportações brasileiras de soja chegaram a 6,53 milhões de toneladas até a quarta semana de setembro, segundo dados da Secex. Pela média diária, o ritmo dos embarques está 8,7% acima do registrado em setembro de 2025. A Anec estima que o Brasil tenha exportado 7,24 milhões de toneladas de soja durante todo o mês de setembro.

Caso o volume se confirme, será o menor resultado mensal do ano desde janeiro. A redução ocorre à medida que a oferta diminui após os elevados embarques registrados nos meses anteriores.

O excesso de chuva também prejudicou as exportações em setembro, ao atrapalhar as atividades portuárias. De janeiro a setembro, a Anec projeta exportações brasileiras de 101,5 milhões de toneladas de soja. A entidade também reduziu sua estimativa para as exportações de milho em setembro, para 5,4 milhões de toneladas, ante quase 7 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025.

O plantio da safra brasileira de soja 2026/27 acelerou na última semana e alcançou 3,9% da área prevista até 25 de setembro. Segundo dados divulgados pela Conab, o índice está acima dos 3,5% registrados no mesmo período de 2025 e também supera a média de 3,6% das últimas cinco safras. O avanço ocorre enquanto produtores acompanham as condições de umidade do solo e o comportamento das chuvas nas principais regiões produtoras.

No Paraná, o plantio da soja 2026/27 alcançou 28% da área prevista. Segundo dados divulgados pelo Deral, o excesso de chuva tem dificultado as operações em algumas regiões. Também foram registrados danos pontuais provocados por granizo. A umidade elevada favoreceu ainda a proliferação de plantas daninhas, aumentando a necessidade de manejo nas áreas que ainda não foram semeadas. O cenário mantém produtores atentos ao ritmo das operações e às condições climáticas durante o avanço da nova safra.

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