
O plantio de soja avança em diferentes regiões do Brasil, mas o excesso de umidade no solo continua dificultando os trabalhos agrícolas, enquanto os preços apresentam estabilidade ou recuo nas principais praças produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, as condições das lavouras, os custos logísticos e os prazos de pagamento exigem atenção dos produtores na comercialização.
No Rio Grande do Sul, a região de Santa Rosa tinha 6% da área prevista semeada, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar. Na região de Pelotas, os trabalhos começaram em Herval, Canguçu e Piratini, enquanto outras áreas ainda passam por preparação. Em Ijuí, a soja permaneceu em R$ 145,00 por saca, enquanto Passo Fundo registrou R$ 146,50, sem alterações.
Em Santa Catarina, Abelardo Luz apresentou queda de 0,68%, com a saca cotada a R$ 147,00 na condição FOB. No Paraná, o plantio avançou de 39% para 47% da área prevista, segundo o Deral, mas o solo encharcado ainda limita as operações. Paranaguá registrou R$ 155,50 por saca, Cascavel R$ 144,50 e Ponta Grossa R$ 147,50.
Em Mato Grosso do Sul, Maracaju e Sidrolândia mantiveram as cotações em R$ 141,00 por saca. O excesso de umidade preocupa pelo risco de perdas de sementes e fertilizantes, além de possíveis despesas adicionais na implantação das lavouras.
Já em Mato Grosso, todas as cinco praças acompanhadas pelo Imea registraram queda. Sorriso apresentou o maior recuo, de 0,37%, com a saca a R$ 134,00. Em Rondonópolis, a cotação chegou a R$ 140,50. O plantio estadual alcançou 51,86% da área prevista.
Apesar do avanço da semeadura, a consultoria ressalta que as oscilações em Chicago não determinam isoladamente os preços regionais. Frete, prêmios, qualidade dos grãos e condições de pagamento continuam decisivos para a rentabilidade das negociações.
