
A produção brasileira de milho segue fortemente concentrada em poucos estados, o que amplia a influência das principais regiões agrícolas sobre o abastecimento nacional. Segundo Antonio Prado G. B. Neto, consultor do agronegócio, com base em dados da Conab, a safra 2026/27 deve alcançar 148 milhões de toneladas, considerando a primeira, a segunda e a terceira safras.
De acordo com o levantamento, dez estados concentram 90,81% da produção nacional, embora representem 85,38% da área cultivada. Juntos, devem colher aproximadamente 134,4 milhões de toneladas em 20,2 milhões de hectares, evidenciando a importância dessas regiões para o desempenho da produção brasileira.
Mato Grosso aparece na liderança isolada, com previsão de 57,9 milhões de toneladas, equivalentes a 39,12% do volume nacional. A área cultivada no estado chega a quase 8 milhões de hectares, representando 33,72% do total brasileiro. O Paraná ocupa a segunda posição, com 21,6 milhões de toneladas e participação de 14,59%.
Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 13,2 milhões de toneladas, e Goiás, com 12,4 milhões. Minas Gerais deve produzir 7,6 milhões de toneladas, enquanto o Rio Grande do Sul aparece com 6,6 milhões. São Paulo, Bahia, Maranhão e Santa Catarina completam a lista dos dez maiores produtores.
Em produtividade, Santa Catarina apresenta o maior rendimento entre os estados analisados, com 9.789 quilos por hectare, desempenho expressivamente superior à média brasileira de 6.244 quilos. Mato Grosso e Rio Grande do Sul também superam essa referência, com produtividades próximas de 7,2 mil quilos por hectare.
A concentração regional reforça a importância do acompanhamento das condições climáticas e da logística nas principais áreas produtoras. O desempenho dessas lavouras tem influência direta sobre a disponibilidade de milho para a fabricação de rações, a produção de etanol e o atendimento das exportações.
