O Valor Bruto da Produção (VBP) do milho deve alcançar R$ 167,4 bilhões em 2025, um avanço robusto de 34% sobre os R$ 124,8 bilhões estimados para 2024, segundo dados atualizados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 21 de novembro. O resultado coloca o cereal como uma das cadeias que mais expandiram dentro do agronegócio brasileiro no último ano, reforçando sua importância estratégica para a produção de proteína animal, para o mercado interno e para as exportações.
O aumento expressivo do VBP é influenciado por três fatores centrais: maior produtividade em importantes regiões produtoras, expansão de área em parte do Centro-Oeste e demanda firme da indústria de rações, especialmente das cadeias de frangos, suínos e bovinos confinados. A combinação desses elementos eleva o milho à terceira posição no ranking nacional das culturas de maior valor, atrás apenas da soja e dos bovinos.

A produção do cereal ganha destaque particular em estados como Mato Grosso, Goiás, Paraná e Minas Gerais, todos com avanços significativos entre 2024 e 2025. O Paraná, por exemplo, deve saltar de R$ 13,55 bilhões para R$ 19,58 bilhões, se consolidando como um dos pilares da oferta nacional. Já Mato Grosso permanece como líder absoluto, sustentando o abastecimento interno e parte relevante das exportações.
A alta no VBP também reflete o momento das proteínas animais: frangos, suínos e bovinos ampliaram seus faturamentos em 2025, pressionando positivamente o consumo de milho pelas indústrias de alimentação animal. O mercado internacional segue atrativo, e a competitividade logística de portos do Arco Norte e do Sul amplia o alcance do produto brasileiro.
Mesmo com oscilações de preços ao longo de 2024, o milho chega a 2025 com tendência de equilíbrio, especialmente diante de uma oferta mais ajustada e de expectativas positivas de demanda global. O crescimento de 34% no VBP consolida a cadeia como uma das mais importantes do país, refletindo o papel estrutural do cereal para a segurança alimentar, para a produção de proteína e para o dinamismo econômico das regiões produtoras.
