
Os mercados agrícolas iniciam esta sexta-feira com movimentos distintos, em meio a fatores logísticos, demanda internacional e ajustes técnicos nas principais commodities. Segundo a TF Agroeconômica, wheat and corn registram leves altas, enquanto a soy opera pressionada em Chicago após os avanços recentes.
No trigo, os problemas de logística no Mar Negro, região responsável por cerca de um quarto do abastecimento mundial, ampliam as oportunidades para outras origens, especialmente Europa, Estados Unidos, Argentina e Austrália. O Brasil também pode ganhar algum espaço, embora as exportações estejam paradas. Na Argentina, vendedores pedem entre US$ 253 e US$ 258 por tonelada para entregas de outubro a dezembro, mas o interesse comprador segue limitado.
Na soja, os futuros recuam com realização de lucros, com novembro próximo de US$ 13,06 por bushel. O mercado acompanha sinais de interesse da China, que respondeu por aproximadamente 875 mil toneladas das 1,702 milhão de toneladas exportadas recentemente pelos Estados Unidos. O farelo segue como destaque do complexo, sustentado por forte demanda, ritmo elevado de esmagamento e possíveis dificuldades logísticas provocadas pelas chuvas.
O milho apresenta leve valorização, mas continua sem direção definida. No Brasil, os preços recuaram ao longo da semana diante da maior disponibilidade interna e acumulavam queda de 1,40% em setembro até quinta-feira. Entre os indicadores, o dólar futuro brasileiro estava em R$ 5,1610, com baixa de 0,25%. O petróleo Brent recuava 0,66%, para US$ 103,39, enquanto o índice dólar avançava 0,20%.
