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Sell everything or wait? Strategy for soybeans changes.

The market of soy segue sustentado por fundamentos positivos, mas a perda de força recente dos preços reforça a necessidade de maior cautela na comercialização. A avaliação é da TF Agroeconômica, que aponta como estratégia principal a realização de vendas parciais, preservando parte da posição para eventuais novas altas.

Em Chicago, a tendência principal ainda é de alta, embora o contrato novembro/2026 tenha entrado em consolidação depois da valorização observada desde agosto. A região de US$ 13,00 por bushel é considerada decisiva, enquanto US$ 13,20 a US$ 13,30 aparecem como resistências importantes. Uma perda de US$ 12,92 elevaria o risco de correção.

No Brasil, o indicador CEPEA/ESALQ Paraná permanece em patamar elevado, próximo de R$ 152 a R$ 155, mas também apresenta perda de impulso. Esse cenário favorece uma estratégia escalonada, evitando tanto a venda integral da produção quanto a exposição total à espera de novas máximas.

Para agricultores, a orientação é aproveitar parte dos preços atuais, manter uma parcela para possível continuidade da alta e proteger o restante por meio de futuros ou opções. Cooperativas podem combinar vendas parceladas com hedge da posição física, acompanhando Chicago, câmbio, prêmio e base regional.

Cerealistas devem priorizar disciplina na formação de estoques, evitando posições descobertas e compras sem margem definida. Para as indústrias de esmagamento, o recuo das margens recomenda compras graduais e proteção das aquisições futuras. Já as indústrias de ração podem trabalhar com compras parceladas de farelo, reduzindo o risco de depender de uma queda mais acentuada dos preços. A estratégia central é reduzir exposição sem abandonar completamente a possibilidade de novas altas, em um mercado ainda firme, mas mais vulnerável a correções rápidas.

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