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Produtor de MT registra ganho superior a 11 sacas por hectare com regulador de crescimento na soja

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O produtor rural Fabiano Zilli, da região de Colíder, no Mato Grosso, relatou ao Notícias Agrícolas os resultados obtidos com o uso do regulador de crescimento Stay Up, desenvolvido pela Nitro, em áreas comerciais de soja. Segundo ele, a tecnologia ajudou no controle do porte das plantas, no aumento do engalhamento e no incremento de produtividade, com registros superiores a 11 sacas por hectare em alguns materiais.

Fabiano produz aproximadamente 1.520 hectares de soja e afirma que começou a testar o produto após enfrentar problemas recorrentes de acamamento em áreas de alta fertilidade. Durante a entrevista, ele explicou como a ferramenta passou a fazer parte do manejo da fazenda e quais mudanças observou ao longo das últimas safras.

Notícias Agrícolas: O que motivou vocês a testarem o Stay Up?

Fabiano Zilli: “Nós vínhamos sofrendo bastante com acamamento em áreas muito férteis. Procurávamos uma ferramenta que ajudasse no controle do porte das plantas e melhorasse o engalhamento. Foi isso que motivou os testes.”

Notícias Agrícolas: E quais foram os primeiros resultados observados na lavoura?

Fabiano Zilli: “Quando começamos a testar o Stay Up, percebemos redução de até 20 a 30 centímetros na altura das plantas em comparação com a testemunha. A soja ficou mais estruturada, com melhor perfil e mais engalhamento.”

Notícias Agrícolas: Em quanto tempo os efeitos começaram a aparecer visualmente?

Fabiano Zilli: “Nas primeiras 24 a 48 horas já era possível notar mudança na coloração das plantas. Depois de 15 a 20 dias, a soja apresentava estrutura mais baixa, mais forte e com maior engalhamento no baixeiro. Com isso, entrou mais luz dentro da lavoura e a planta passou a pegar mais vagens.”

Notícias Agrícolas: Como foi a aplicação do produto no manejo da propriedade?

Fabiano Zilli: “Nós aplicamos uma vez, usando dose de 450 ml. O produto entrou junto com fungicidas e inseticidas entre V5 e V6. Já utilizamos há três ou quatro anos e nunca tivemos problema de fitotoxicidade. Ele é compatível com os produtos químicos usados normalmente na fazenda.”

Notícias Agrícolas: O produto ajudou apenas na arquitetura da planta ou também trouxe impacto produtivo?

Fabiano Zilli: “Trouxe resultado produtivo também. Neste ano tivemos incremento de pouco mais de 11 sacas por hectare em um dos materiais. Em outros anos já registramos ganhos de cinco, oito e até dez sacas, dependendo da área e das condições climáticas.”

Notícias Agrícolas: Esse desempenho varia conforme o potencial produtivo da lavoura?

Fabiano Zilli: “Varia bastante. Em áreas mais férteis e com maior potencial produtivo, a resposta costuma ser melhor. Em anos mais chuvosos, quando a soja vegeta muito, o resultado aparece com mais intensidade.”

Notícias Agrícolas: Em momentos de estiagem, vocês ajustaram o manejo?

Fabiano Zilli: “Sim. Quando faltou chuva, prolongamos um pouco a utilização do produto. Em alguns casos saímos do V5 para V7 ou priorizamos talhões que estavam recebendo mais umidade. Cada situação exige avaliação.”

Notícias Agrícolas: Houve diferença na qualidade dos grãos?

Fabiano Zilli: “Percebemos diferença, sim. Nas áreas sem aplicação apareceram mais problemas relacionados ao abafamento das plantas, com grãos mofados e anomalias. Onde usamos o produto, a soja ficou mais ereta e entrou mais luz, melhorando a sanidade da lavoura.”

Notícias Agrícolas: Você indicaria essa tecnologia para outros produtores?

Fabiano Zilli: “Indicaria, sim. O produtor precisa testar dentro da realidade da fazenda. Em anos secos, às vezes uma dose menor já entrega excelente resultado. Em anos mais chuvosos, pode ser necessário reforçar o manejo.”

Notícias Agrícolas: Você acredita que esse tipo de manejo tende a crescer nos próximos anos?

Fabiano Zilli: “Acredito que sim. Assim como aconteceu no algodão, vejo que o regulador de crescimento tende a ganhar espaço na soja. Quem busca altas produtividades provavelmente vai adotar esse tipo de ferramenta.”

Notícias Agrícolas: Qual produtividade vocês alcançam atualmente na propriedade?

Fabiano Zilli: “Hoje trabalhamos com média próxima de 90 sacas por hectare em 1.500 hectares. Já temos talhões ultrapassando 100 sacas.”

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