
The market of corn apresenta negociações cautelosas no Sul e no Mato Grosso do Sul, enquanto o avanço do plantio da nova safra divide atenção com impactos climáticos e diferenças regionais de oferta e demanda. Segundo a TF Agroeconômica, compradores seguem concentrados na reposição e produtores permanecem seletivos nas vendas, cenário que limita a liquidez em diferentes praças.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 60,00 e R$ 61,98 por saca, enquanto o preço médio estadual calculado pela Emater avançou 0,62%, para R$ 61,98. O plantio da safra 2026/27 chegou a 60% da área prevista, de 896,4 mil hectares. Geadas provocaram danos pontuais e necessidade de replantio em algumas áreas, enquanto episódios de granizo também causaram perdas. A produção é estimada em cerca de 6,91 milhões de toneladas.
Em Santa Catarina, as referências permanecem próximas de R$ 60,00 por saca, diante de uma demanda em torno de R$ 55,00. O estado consome aproximadamente 8,5 milhões de toneladas por ano e produziu 2,67 milhões na safra 2025/26, mantendo déficit próximo de 6 milhões de toneladas e dependência de milho de outras regiões e do Paraguai.
No Paraná, as compras também giram perto de R$ 55,00 por saca CIF, enquanto as indicações ficam próximas de R$ 60,00. A colheita da segunda safra 2025/26 alcançou 95% dos 2,91 milhões de hectares, e o plantio da primeira safra 2026/27 chegou a 43% dos 373 mil hectares projetados. Das áreas implantadas, 97% apresentam boas condições.
Já no Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 54,00 e R$ 55,50 por saca. Após altas recentes, o mercado perdeu força, embora a indústria de bioenergia continue absorvendo parte da oferta e sustentando um importante canal de demanda.
