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Wheat quality is a concern as rainfall increases.

The harvest of wheat avança lentamente no Sul do país, com problemas de qualidade, excesso de umidade e maior competitividade do produto importado influenciando o mercado. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul cerca de 1,5% da área havia sido colhida, principalmente nas regiões Norte, Noroeste e Missões, antes da interrupção provocada pelas chuvas.

As primeiras análises indicam trigo com PH entre 75 e 77, FN acima de 250, força de glúten entre 120 e 180 e umidade de 20% a 24%. A principal preocupação agora é quando os trabalhos poderão ser retomados, já que os modelos avaliados divergem sobre a possibilidade de colheita nos próximos dias. No mercado, há procura por lotes já colhidos que não apresentem FN baixo ou DON elevado, com indicação de R$ 1.400 por tonelada no interior. Para o trigo velho, a referência chega a R$ 1.550.

A queda do dólar também aumenta a atratividade do cereal importado. No Rio Grande do Sul, o último preço conhecido do trigo uruguaio foi de US$ 305 em Rio Grande. Em Santa Catarina, a oferta restrita de trigo de qualidade preocupa os moinhos. A expectativa para a safra 2026/27 é de redução de aproximadamente 35% na área plantada e de 2,5% na produtividade média, com produção estimada em 243 mil toneladas.

No Paraná, a safra nova apresenta forte variação de qualidade, com registros de PH e falling number mais baixos em parte das áreas. Os moinhos já trabalham com tabelas de descontos, enquanto ofertas de trigo Tipo 1 ficaram mais escassas. O trigo paraguaio chegou a US$ 320 nos Campos Gerais, e o argentino de 11,5% foi indicado a US$ 325 em Paranaguá, ampliando a pressão sobre o mercado doméstico.

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