
A perspectiva de uma safra recorde nos Estados Unidos e o avanço da colheita pressionaram os preços da soy no início da semana. Segundo a TF Agroeconômica, a oleaginosa encerrou a segunda-feira em leve baixa na Bolsa de Chicago, em uma sessão de menor liquidez devido ao feriado do Dia de Colombo.
O contrato para novembro recuou 0,33%, ou 4,25 centavos de dólar por bushel, para 1.287,75 centavos por bushel. O vencimento de janeiro caiu 0,31%, para 1.304,75 centavos. Apesar da queda do grão, os contratos de outubro do farelo e do óleo de soja fecharam em alta.
A oferta norte-americana foi um dos principais fatores de pressão. O USDA projetou uma produção de 124,15 milhões de toneladas, acima dos 115,97 milhões da safra anterior. As boas condições climáticas no Meio-Oeste favoreceram os trabalhos, enquanto estimativas privadas indicavam que a colheita poderia superar 40% da área, ante 25% na semana anterior. As vendas dos agricultores também contribuíram para o movimento de baixa.
No Brasil, as chuvas da última semana aceleraram a semeadura da safra 2026/27. A AgRural informou que o plantio chegou a 15% da área estimada, contra 7% na semana anterior e 14% no mesmo período do ano passado. O Paraná manteve a liderança, mas o ritmo em Mato Grosso aumentou e reduziu a distância entre os dois estados.
As primeiras áreas de Tocantins e Piauí também começaram a receber sementes. Maranhão e Rio Grande do Sul ainda não apresentavam avanços relevantes no levantamento. Já os fundos especulativos ampliaram a posição líquida comprada em soja para 251.660 contratos até 6 de outubro, conforme dados da CFTC citados pela consultoria.
