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Agro sul-americano amplia investimentos e exportações

O agronegócio sul-americano reúne sinais de expansão em investimentos, crédito, exportações e produtividade, ao mesmo tempo em que produtores enfrentam custos elevados, riscos climáticos e desafios fitossanitários. As informações são da AgriBrasilis, com base em dados de empresas, entidades setoriais e órgãos públicos dos quatro países.

Na Argentina, a Molinos Agro registrou alta de 20% no lucro líquido no trimestre encerrado em junho, para cerca de US$ 30,4 milhões, apoiada por margens de esmagamento de soja e girassol acima da média histórica e operação industrial em plena capacidade. Já a área de milho da safra 2026/27 deve permanecer em 8,4 milhões de hectares, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, com melhores condições de umidade, mas limitações ligadas a custos, chuvas excessivas e risco de cigarrinha.

No Brasil, a Agrovale concluiu financiamento de aproximadamente R$ 200 milhões para recuperar canaviais degradados e ampliar a irrigação por gotejamento em Juazeiro, na Bahia. A Coamo anunciou investimentos de cerca de R$ 98 milhões por unidade em infraestrutura de grãos em Mato Grosso do Sul. O Banco do Brasil iniciou a renegociação de dívidas rurais de aproximadamente 113 mil clientes, com até R$ 100 bilhões em operações potencialmente elegíveis.

No Paraguai, as exportações do complexo soja somaram US$ 3,51 bilhões entre janeiro e julho, avanço de 40% em um ano, enquanto o país embarcou 6,8 milhões de toneladas de soja em grãos. No Peru, o governo pretende superar US$ 298 milhões em financiamentos ao agro em 2026 e destravar 75 projetos de irrigação, com investimento estimado em US$ 184,5 milhões. Tecnologias aplicadas ao cultivo de alho em Arequipa também podem elevar a produtividade em pelo menos 35% e reduzir perdas por pragas e doenças em até 33%.

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