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Balança comercial superávit chega a US$ 4,28 bilhões

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,28 bilhões até a terceira semana de setembro de 2026, alta de 130,8% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações cresceram 21,5%, para US$ 21,89 bilhões, enquanto as importações avançaram 9%, para US$ 17,61 bilhões.

No acumulado de janeiro até a terceira semana de setembro, as exportações somaram US$ 272,75 bilhões, crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações chegaram a US$ 213,15 bilhões, alta de 5,8%.

Com esse resultado, a balança comercial acumulou superávit de US$ 59,60 bilhões, crescimento de 35,2%. Segundo dados divulgados pelo MDIC, a corrente de comércio também avançou, com alta de 8,7%, alcançando US$ 485,89 bilhões.

Até a terceira semana de setembro, os três grandes setores da economia registraram crescimento nas exportações. A Agropecuária avançou 12,5%, alcançando US$ 4,44 bilhões.

A Indústria Extrativa apresentou crescimento de 44,7%, com exportações de US$ 5,77 bilhões. Já a Indústria de Transformação aumentou as vendas externas em 15,3%, chegando a US$ 11,44 bilhões.

Na Agropecuária, segundo dados divulgados pelo MDIC, o crescimento das exportações foi puxado principalmente por centeio, aveia e outros cereais não moídos, cujas vendas avançaram 60.899,1%. Também houve crescimento nas exportações de café não torrado, de 12,5%, e soja, de 19,9%.

Na Indústria Extrativa, os destaques foram outros minerais em bruto, com alta de 79,6%, outros minérios e concentrados dos metais de base, com crescimento de 117,6%, e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, com avanço de 90,1%.

Na Indústria de Transformação, as exportações de farelos de soja e outros alimentos para animais, farinhas de carnes e outros animais cresceram 76,1%. As vendas de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, avançaram 48,6%, enquanto o ouro não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados, cresceu 70,9%.

Apesar do avanço geral das exportações, alguns produtos registraram queda nas vendas externas. Na Agropecuária, as reduções ocorreram em milho não moído, com recuo de 12,8%; especiarias, com queda de 34,9%; e sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras, com redução de 68,2%.

Na Indústria Extrativa, as exportações de minério de ferro e seus concentrados caíram 12%, enquanto as de minérios de cobre e seus concentrados recuaram 14,1%. As vendas de minérios de níquel e seus concentrados tiveram queda de 100%.

Na Indústria de Transformação, as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada diminuíram 21,6%. Açúcares e melaços recuaram 17%, enquanto as vendas de veículos automóveis de passageiros caíram 27,8%.

As importações também avançaram nos três setores. Segundo dados divulgados pelo MDIC, as compras externas da Agropecuária cresceram 18,1%, para US$ 0,33 bilhão.

Na Indústria Extrativa, as importações aumentaram 34,8%, alcançando US$ 0,90 bilhão. Já a Indústria de Transformação registrou alta de 7,6%, com compras externas de US$ 16,28 bilhões.

Entre os produtos agropecuários, as importações de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado cresceram 43,5%. As compras de frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas, avançaram 28,9%, enquanto as de soja aumentaram 55,3%.

Na Indústria Extrativa, o crescimento foi influenciado principalmente pelas compras de outros minérios e concentrados dos metais de base, que subiram 75,8%; carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado, com alta de 35,2%; e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, que avançaram 60,4%.

Na Indústria de Transformação, as importações de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, cresceram 69,8%. As compras de máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, para registrar dados, leitores magnéticos ou óticos, avançaram 289,6%.

As importações de veículos automóveis de passageiros também cresceram, com alta de 100,2%.

Por outro lado, alguns produtos tiveram redução nas compras externas. Na Agropecuária, as importações de trigo e centeio não moídos caíram 12,7%, enquanto as de milho não moído, exceto milho doce, recuaram 11,6%. As compras de centeio, aveia e outros cereais não moídos diminuíram 61,6%.

Na Indústria Extrativa, as importações de fertilizantes brutos, exceto adubos, caíram 50,4%. As compras de minérios de alumínio e seus concentrados recuaram 94,2%, enquanto as de gás natural, liquefeito ou não, diminuíram 18,3%.

Na Indústria de Transformação, as importações de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, recuaram 23,1%. As compras de motores e máquinas não elétricos e suas partes, exceto motores de pistão e geradores, caíram 79,4%. As importações de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes tiveram redução de 98%.

Com o crescimento mais intenso das exportações em relação às importações, o comércio exterior brasileiro ampliou o saldo positivo até a terceira semana de setembro. Segundo dados divulgados pelo MDIC, o resultado também elevou a corrente de comércio e reforçou o avanço acumulado no ano.

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