
O mercado de milho no Sul e no Centro-Oeste segue marcado por negociações pontuais, compradores concentrados na reposição e produtores mais seletivos nas vendas, enquanto o avanço do plantio e o encerramento da segunda safra movimentam as principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, os preços permanecem sustentados em parte pela menor disposição dos vendedores em negociar e pela atuação da demanda interna.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 60 e R$ 68 por saca. O preço médio estadual, conforme a Emater, passou de R$ 61,09 para R$ 61,60, alta semanal de 0,83%. A semeadura da primeira safra 2026/27 alcançou 54% da área prevista, com condições climáticas favoráveis e estabelecimento considerado satisfatório.
Em Santa Catarina, as referências estão próximas de R$ 60 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55, diferença que limita os negócios. O estado consome cerca de 8,5 milhões de toneladas por ano e produziu 2,67 milhões de toneladas na safra 2025/26, mantendo déficit próximo de 6 milhões. O plantio da nova safra chegou a 21,7%.
No Paraná, as indicações de compra também ficam próximas de R$ 60 por saca, diante de demanda ao redor de R$ 55 CIF. A colheita da segunda safra atingiu 93%, enquanto a semeadura da primeira safra 2026/27 chegou a 34%. As chuvas interromperam os trabalhos em algumas áreas, embora o desenvolvimento das lavouras seja considerado bom.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 54 e R$ 57 por saca. A indústria de bioenergia segue ativa nas compras e ajuda a absorver parte da oferta. A colheita da segunda safra alcançou 98% da área, com as operações já encerradas nas principais regiões produtoras.
