
Condições de seca e calor intenso podem favorecer o avanço da mosca-branca nas lavouras de soja na safra 2026/27, elevando a necessidade de monitoramento desde os estágios iniciais da cultura. A recomendação é identificar rapidamente a presença da praga e realizar o controle antes que as populações atinjam níveis capazes de provocar perdas expressivas.
Segundo o pesquisador Germison Tomquelski, da consultoria Desafios Agro, a mosca-branca pode causar prejuízos de 10% a 70% na produção, equivalentes a cerca de cinco a 30 sacas por hectare. O acompanhamento da lavoura deve considerar principalmente a presença das primeiras ninfas nos folíolos, com atenção também ao período de pré-fechamento da soja.
“Faz muita diferença o produtor estar preparado, com produtos específicos à mão e entrar com o tratamento no momento correto. Caso contrário, tende a perder bastante para a praga. Ideal aplicar inseticidas já na presença das primeiras ninfas na praga nos folíolos da soja, quando houver duas, três ninfas por folíolo. Importante observar também a cultura no pré-fechamento”, salienta o pesquisador.
A praga pode favorecer o desenvolvimento da fumagina, que compromete a fotossíntese, além de transmitir viroses capazes de reduzir o crescimento das plantas, o peso dos grãos e o potencial de colheita.
Tomquelski aponta que a buprofezina apresentou eficácia próxima de 80% no controle da mosca-branca. O ingrediente ativo atua principalmente sobre as formas jovens do inseto e auxilia na interrupção do ciclo da praga. O pesquisador também recomenda que as aplicações sejam definidas conforme a infestação, sem depender do calendário de fungicidas. “Esta é uma questão crucial para que se obtenha eficiência e bom resultado na contenção da praga”, conclui.
