
Depois da colheita, o milho ainda está sujeito a perdas importantes. Insetos, fungos, excesso de umidade e aquecimento da massa de grãos podem reduzir peso, qualidade e valor comercial durante o armazenamento.
Os cuidados começam antes de o milho entrar no armazém. A colheita deve ser feita com regulagem adequada da máquina para evitar grãos quebrados, que são mais vulneráveis ao ataque de pragas e ao desenvolvimento de fungos. A limpeza de silos, máquinas, moegas e transportadores também ajuda a eliminar resíduos de safras anteriores.
A secagem é outro ponto decisivo. Grãos com umidade elevada respiram mais, aquecem e favorecem o crescimento de fungos. Por isso, o milho deve entrar no armazenamento com umidade compatível com o período de estocagem previsto.
Durante o armazenamento, a aeração ajuda a controlar a temperatura, reduzir a umidade entre os grãos e evitar pontos quentes. O monitoramento também deve ser frequente, com atenção a mudanças de temperatura, odores de mofo ou fermentação e presença de insetos.
Os cuidados variam conforme a estrutura utilizada. Em silo-bolsa, por exemplo, é importante manter a lona íntegra e armazenar apenas milho já seco. Em silos graneleiros e armazéns convencionais, a limpeza, a ventilação e a manutenção dos equipamentos são fundamentais.
Quando houver necessidade de controle químico, o uso de produtos deve seguir orientação técnica, rótulo, bula e receituário agronômico. O manejo integrado, com secagem, limpeza, aeração e acompanhamento constante, é a principal estratégia para conservar a qualidade do milho estocado.
