
Os mercados de farelo e óleo de soja seguiram caminhos diferentes no Brasil e no exterior em agosto. Enquanto o aumento esperado da oferta pressionou as cotações em Chicago, câmbio, custos maiores da soja em grão e demanda sustentaram os preços domésticos. A média do farelo na Bolsa de Chicago ficou em US$ 316,40 por tonelada, queda de 0,9% na comparação com julho, segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
A expectativa de maior esmagamento nos Estados Unidos, Brasil e Argentina aumenta a disponibilidade global do derivado e limita as cotações. A retomada das exportações argentinas também ampliou a concorrência. A demanda internacional, entretanto, evitou perdas mais intensas. No Brasil, o comportamento foi oposto. O farelo negociado em Rondonópolis alcançou R$ 1.703 por tonelada, alta mensal de 8,3%.
No óleo de soja, Chicago registrou média de 68,9 centavos de dólar por libra-peso, queda de 3,4%. A concorrência com outros óleos vegetais, como palma, canola e girassol, aumentou a pressão. Em Mato Grosso, o óleo chegou a R$ 6.029 por tonelada, valorização de 2,5%. Câmbio, custo da matéria-prima e demanda da indústria de biodiesel deram sustentação ao mercado.
Para 2026/27, a produção mundial dos principais óleos vegetais pode alcançar recorde de 245,4 milhões de toneladas. Apesar disso, os estoques globais devem permanecer praticamente estáveis, próximos de 30,8 milhões, mantendo o mercado atento ao comportamento do consumo.
