A avicultura de corte registrou crescimento de 8,68% no valor bruto da produção em 2025, resultado da valorização de 5,08% nos preços e da expansão de 3,43% na produção anual, segundo dados do de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

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No início do ano, as projeções indicavam avanço mais moderado, diante de preços relativamente estáveis na comparação com 2024. A partir do segundo trimestre, o mercado passou a registrar valorização do frango vivo, impulsionada pelo aumento da demanda.
Em maio, a confirmação de um caso de Influenza aviária de alta patogenicidade em granja comercial levou à suspensão temporária das exportações para alguns destinos relevantes. Parte da produção foi redirecionada ao mercado interno, o que pressionou as cotações ao longo de alguns meses.
O controle sanitário permitiu a recuperação do status do país ainda no segundo semestre, viabilizando a retomada gradual das exportações. Com isso, os embarques voltaram a crescer e os preços passaram a reagir.

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Em outubro, as cotações do frango vivo e da carne avançaram, sustentadas pela retomada das vendas externas e pela demanda doméstica mais intensa, associada ao período de consumo de fim de ano e a mudanças no padrão alimentar das famílias.
Em novembro, os preços interromperam o movimento de alta e registraram leve recuo nas médias mensais, reflexo da maior oferta de animais para abate. Ainda assim, o mercado apresentou baixa oscilação, indicando equilíbrio entre oferta e demanda.
No balanço do ano, a avicultura manteve desempenho positivo, com exportações superiores às de 2024, preços médios mais altos e custos de produção mais favoráveis. A queda nos preços do farelo de soja contribuiu para ampliar o poder de compra dos produtores e sustentar a rentabilidade da atividade.
