Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Corredor Norte movimenta 15 bilhões de toneladas e reforça rota do Matopiba para exportação

O Corredor Norte atingiu, no último ano, o maior volume já registrado em sua operação, com cerca de 15 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU), alta de 4,1% em relação a 2024. O resultado consolida a rota como um dos principais eixos logísticos para o escoamento da produção agrícola e industrial do país, especialmente da região do Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A estrutura integra o tramo norte da Ferrovia Norte-Sul com a Estrada de Ferro Carajás, conectando áreas produtoras ao Porto do Itaqui, no Maranhão. Esse arranjo logístico reduz distâncias até os mercados internacionais e amplia a competitividade da produção brasileira, sobretudo de grãos.

Foto: Divulgação TLSA

O desempenho ferroviário teve impacto direto no Terminal Portuário São Luís (TPSL), que movimentou quase 5,8 milhões de toneladas no Berço 105 ao longo do ano, também um recorde. A operação concentra embarques de soja, milho, farelos, além de cargas como celulose, combustíveis e ferro-gusa.

Segundo Cesar Toniolo, diretor de Operações do Corredor Norte da VLI, a tendência é de ampliação do fluxo de cargas pela região. “Acreditamos que o Norte seja o caminho natural para as cargas de toda a região do Matopiba, captadas pelo nosso corredor logístico”, afirma.

A eficiência do corredor está diretamente associada à presença de terminais integradores no interior. As unidades de Porto Nacional e Palmeirante, no Tocantins, e Porto Franco, no Maranhão, funcionam como pontos de transbordo entre o transporte rodoviário e ferroviário, além de oferecerem capacidade de armazenagem. Esses ativos são estratégicos para reduzir custos logísticos, organizar o fluxo de cargas e ampliar a previsibilidade das operações.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Em 2026, os terminais de Porto Nacional (TIPN) e Palmeirante (TIPA) completaram dez anos de operação, acumulando cerca de 59 milhões de toneladas movimentadas no período. Desde o início das atividades, em 2016, o volume anual nessas unidades passou de 1,9 milhão para 8 milhões de toneladas, crescimento de 320%.

A expansão acompanha a dinâmica produtiva da região. Entre 2016 e 2025, a movimentação ferroviária no corredor saiu de 5,4 bilhões para 14,9 bilhões de TKU, evidenciando o aumento da demanda por infraestrutura logística compatível com o crescimento da produção agrícola.

Com investimentos superiores a R$ 260 milhões na implantação dos terminais, o corredor consolidou uma estrutura capaz de integrar produção, armazenagem e transporte em larga escala. Para o agronegócio do Matopiba, a rota representa redução de custos, maior acesso a mercados externos e menor dependência de corredores tradicionais de exportação.

THE Bela Cereais works with the best grains on the market and also keeps you up to date with the latest news and analyses on agribusiness.
Don't forget to follow our social networks.

Access News Source