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As atividades nas lavouras de milho segunda safra seguem avançando pelo Brasil. De acordo com dados de acompanhamento de lavouras da Conab, até o último sábado (18), 99,9% das áreas de safrinha já foram semeadas. O índice se manteve em linha com o registrado na semana passada, ficando levemente atrás dos 100% do mesmo período de 2025 e da média dos últimos cinco anos.
Até aqui, Goiás, Piauí, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso e Paraná já finalizaram as atividades de plantio, que seguem apenas em Mato Grosso do Sul (99%). Das áreas já semeadas, 40,2% ainda estão em desenvolvimento vegetativo, floração (43,8%) e enchimento de grãos (15,8%)
Os técnicos da Conab destacam que as chuvas seguem bem distribuídas e em bom volume no Mato Grosso, enquanto Paraná tem precipitações irregulares, mas ainda ajudando as lavouras. Em Mato Grosso do Sul, o plantio ainda tem dificuldades para ser concluído, mesmo com as chuvas mais esparsas.
Goiás segue com boa umidade no solo beneficiando as lavouras, que também têm boas condições em Minas Gerais, Tocantins e Piauí. Já no Maranhão, a escassez de chuvas tem provocado estresse hídrico em algumas áreas.
Ao mesmo tempo, os trabalhos de colheita da safra de verão seguem avançando, saindo dos 55,5% da semana passada para 59,4%. O índice é inferior aos 68,2% do ano passado e aos 62,6% da média dos últimos 5 anos.
O único estado que já finalizou a colheita é São Paulo, enquanto os trabalhos ainda seguem em Santa Catarina (97%), Paraná (96%), Rio Grande do Sul (93%), Minas Gerais (43%), Bahia (42%), Goiás (15%) e Piauí (2%). Enquanto isso, 25,4% das áreas já estão em maturação, 13,4% em enchimento de grão e 1,6% ainda em floração.
Os técnicos da Conab apontam ainda que a colheita está mais lenta em Minas Gerais com muitas áreas apresentando excesso de umidade, mas ainda com qualidade dos grãos em boas condições. Rio Grande do Sul também avança lentamente, já que produtores priorizam os trabalhos com a soja.
No Piauí as chuvas se estabeleceram em praticamente todas as regiões, o que beneficiou as lavouras, que também apresentam boas condições no Maranhão, com a maior parte das áreas em estádios reprodutivos.
