A perspectiva de uma oferta elevada de milho no Brasil continua sustentada pelo bom desenvolvimento da segunda safra na maior parte das regiões produtoras do país. No entanto, problemas climáticos registrados em áreas pontuais de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul já começam a preocupar produtores em relação ao potencial produtivo das lavouras.

Foto: Giuliano De Luca/O Presente Rural
De acordo com levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, episódios de geadas e a persistência do tempo seco nessas regiões têm aumentado a atenção do mercado quanto aos impactos sobre a produtividade da safra.
Diante desse cenário, parte dos vendedores tem adotado uma postura mais cautelosa nas negociações. A possibilidade de perdas nas lavouras faz com que produtores mantenham resistência em reduzir os preços pedidos pelo cereal.
Por outro lado, há agentes que seguem mais flexíveis nas vendas, principalmente com o objetivo de liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa neste período de colheita e escoamento da produção.
No lado da demanda, compradores têm atuado de forma pontual no mercado, priorizando aquisições em momentos de preços mais baixos. Segundo o Cepea, muitos consumidores ainda possuem estoques suficientes para atender às necessidades das próximas semanas, o que reduz a pressão imediata por novas compras.
