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USDA projeta mais soja e menos milho nos Estados Unidos

A definição da área plantada nos Estados Unidos voltou a direcionar as expectativas do mercado global de grãos, com impacto direto sobre preços e estratégias comerciais. O relatório de Intenção de Plantio divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra 2026/27 aponta uma mudança relevante na distribuição entre soja e milho, refletindo a relação recente de preços entre as commodities.

De acordo com o órgão, a área destinada à soja deve alcançar 84,7 milhões de acres, crescimento de 3,5 milhões de acres em relação ao ciclo anterior, quando foram semeados 81,2 milhões de acres, alta de 4,3%.

No sentido oposto, o milho apresenta retração. A projeção indica plantio em 95,3 milhões de acres, redução de 3,5 milhões de acres frente aos 98,8 milhões de acres registrados na safra passada,  queda de 3,5%. O movimento sinaliza uma recomposição de área motivada por margens relativas mais favoráveis à soja, fator que tende a influenciar o equilíbrio global de oferta e demanda ao longo do próximo ciclo.

A relação de preços entre soja e milho, somada à instabilidade nos custos de produção, especialmente em energia e fertilizantes, tem influenciado as decisões de plantio nos Estados Unidos. Esse ambiente amplia a probabilidade de ajustes entre as projeções iniciais do relatório de Intenção de Plantio e os números efetivos que serão divulgados no relatório de Área Plantada, previsto para o fim de junho.

Para a soja, a produção potencial é estimada em 120,7 milhões de toneladas, alta de 4% frente à safra 2025/26. O volume pode configurar a segunda maior colheita da série histórica norte-americana. Os estoques finais são projetados em 9,3 milhões de toneladas, com relação estoque/uso próxima de 8%. Nesse patamar, os preços de equilíbrio na Bolsa de Chicago tendem a se situar entre US$ 10,80 e US$ 11,00 por bushel.

No caso do milho, a produção é projetada em 405,9 milhões de toneladas, queda de 6% em relação ao ciclo anterior, ainda assim entre as maiores já registradas no país. Os estoques finais devem alcançar 52,4 milhões de toneladas, com relação estoque/uso ao redor de 13%, o que sugere preços de equilíbrio entre US$ 4,00 e US$ 4,10 por bushel em Chicago.

Precipitações passam a ditar o ritmo da safra

Coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos & Oleaginosas da Hedgepoint Global Markets, Luiz Roque: “Assim, o período especulativo sobre o mercado climático norte-americano está oficialmente aberto! Apertem os cintos!”

Com o início do plantio da nova safra norte-americana, o foco do mercado se volta para as condições climáticas, especialmente para o comportamento das precipitações, fator determinante para o avanço dos trabalhos em campo e o desenvolvimento das lavouras.

Nesse momento, os mapas climáticos indicam chuvas dentro da normalidade ou acima da média para o mês de abril em grande parte do cinturão produtor, cenário que tende a favorecer o avanço do plantio e a germinação adequada das primeiras áreas semeadas, embora eventuais excessos de umidade mereçam atenção.

Para o período entre abril e junho, a previsão aponta condições predominantemente normais de precipitação sobre a maior parte das regiões produtoras, o que sustenta um ambiente favorável ao desenvolvimento das lavouras. No entanto, áreas da metade oeste do cinturão agrícola podem registrar volumes abaixo da média, exigindo monitoramento mais próximo.

Além disso, o monitor de seca indica que estados do Sul e do Oeste apresentam baixos níveis de umidade no solo nesse momento, o que reforça a necessidade de retorno de chuvas mais regulares nas próximas semanas para garantir condições adequadas ao desenvolvimento das culturas.

Mercado climático entra em fase decisiva

Apesar de um início de safra com condições majoritariamente favoráveis, fatores como a cobertura de neve em regiões do norte e eventuais irregularidades nas precipitações podem influenciar o ritmo dos trabalhos em campo ao longo dos próximos meses. “Assim, o período especulativo sobre o mercado climático norte-americano está oficialmente aberto! Apertem os cintos!”, afirma o coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos & Oleaginosas da Hedgepoint Global Markets, Luiz Roque.

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