
O mercado da soja mantém negociações seletivas nas principais regiões produtoras, com baixa liquidez, retenção de lotes e oscilações pontuais nos preços físicos. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o comportamento observado em 17 de setembro mostra vendedores cautelosos, custos elevados e diferenças regionais no ritmo de comercialização e no início da nova safra.
No Rio Grande do Sul, os negócios seguem concentrados nos corredores de exportação e sem grandes volumes, enquanto os prêmios apresentam pouca alteração. Rio Grande chegou a R$ 162 por saca, alta de 0,93%, e Santa Rosa avançou 0,65%, para R$ 155. Ijuí e Cruz Alta permaneceram em R$ 153.
Em Santa Catarina, o mercado físico teve comportamento misto, com estabilidade em São Francisco do Sul, a R$ 162, e referências de balcão em R$ 139,50 em Palma Sola e R$ 140 em Rio do Sul. Relatos nas redes sociais indicam propostas mais agressivas de compradores locais em busca de grão para a agroindústria.
O Paraná apresentou avanço das exportações do complexo soja. Entre janeiro e agosto, foram embarcadas 11,67 milhões de toneladas, crescimento de 4% sobre 2025, com receita de US$ 5,2 bilhões, alta de 13%. O óleo de soja alcançou 563,95 mil toneladas, expansão de 48% em volume e 68% em valor.
Em Mato Grosso do Sul, o segundo dia autorizado de semeadura da safra 2026/27 ocorreu com preços predominantemente estáveis. Já em Mato Grosso, os custos ganharam destaque. O custo total foi estimado em R$ 8.171,41 por hectare, alta de 16,69%, enquanto o Lajida projetado recuou 35,05% frente ao ciclo anterior. O cenário reforça a necessidade de preservação de caixa e maior seletividade nas vendas.
