
A estratégia de comercialização da soja deve priorizar vendas graduais, proteção de margens e cautela com posições excessivamente abertas, diante de um mercado sustentado pela demanda, mas ainda pressionado pelo tamanho da oferta. Segundo análise da TF Agroeconômica, o cenário recomenda aproveitar momentos de alta sem concentrar toda a comercialização em um único nível de preço.
Para produtores com soja da safra 2025/26, a orientação é vender entre 20% e 30% dos estoques nos níveis atuais, ampliar as vendas na faixa de R$ 148 a R$ 150 por saca no Paraná e realizar nova parcela entre R$ 152 e R$ 155. O saldo pode ser mantido como posição de alta, desde que haja capacidade financeira e de armazenagem.
Na soja da nova safra, a recomendação é de maior paciência. A indicação é fixar antecipadamente entre 10% e 20%, elevar a comercialização caso Chicago supere US$ 12,50 por bushel e avançar novamente se as cotações ultrapassarem US$ 12,70.
Para cooperativas, a estratégia sugerida combina compras seletivas, hedge e comercialização escalonada. Cerealistas devem trabalhar com estoques moderados e giro mais rápido, evitando compras elevadas baseadas apenas na continuidade da demanda chinesa.
Exportadores podem adotar uma originação mais agressiva, mas com proteção das margens. Já esmagadores e indústrias devem ampliar a cobertura gradualmente, com atenção conjunta aos mercados de soja, farelo e óleo.
No centro da estratégia está a venda em etapas. A análise considera R$ 146 a R$ 148 por saca como faixa para uma primeira venda, R$ 150 a R$ 152 para uma segunda rodada e R$ 153 a R$ 155 para ampliar a comercialização. Acima de R$ 155, a recomendação é realizar parcela importante dos estoques.
